Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

McCain tenta renovar o fôlego de sua campanha nos EUA

Sexta, 24 de Outubro de 2008 às 16:56, por: CdB

O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, que tenta reconquistar terreno 11 dias antes da eleição de 4 de novembro, disse na sexta-feira ter uma dura batalha contra o democrata Barack Obama no Estado do Colorado, mas prometeu dar a volta por cima.

Atualmente em queda nas pesquisas de intenção de voto, McCain, senador pelo Arizona, tem grandes desafios a superar em vários dos Estados decisivos. No entanto, o candidato e seus assessores ainda acreditam na vitória não obstante os fortes ventos políticos que sopram contra ele.

- Este vai ser um Estado difícil, meus amigos, e vamos ficar acordados até tarde da noite (no dia do pleito), mas vamos ganhar aqui - afirmou o republicano diante de uma barulhenta platéia em Denver, no primeiro dos três comícios que realizará nesse Estado.

A situação difícil enfrentada por McCain foi citada por John Elway, ex-quarterback do Denver Broncos famoso por virar o placar no final de jogos de futebol americano. Elway foi um dos que apresentaram o candidato.

- Senador, estamos no quarto período - disse o ex-jogador.

- Alguns especialistas já o dão como carta fora do baralho. Mas eu sei alguma coisa sobre dar a volta por cima, e eu estou ansioso para ver o dia 4 de novembro, quando o senhor, mais uma vez, provará que esses especialistas estão errados e será eleito o nosso próximo presidente dos EUA - completou.

McCain, como vem fazendo ao longo da semana, argumentou que Obama, senador pelo Estado de Illinois, elevará os impostos cobrados das pequenas empresas. E mais uma vez repetiu o comentário recente feito pelo democrata para um morador de Ohio, Joe Wurzelbacher, também conhecido como "Joe, o encanador", sobre querer "distribuir a riqueza".

- O colossal aumento de impostos do meu adversário é exatamente a forma errada de agir em um momento de desaceleração da economia - disse.

Obama, no Havaí para visitar sua avó gravemente doente, afirmou ao programa "Good Morning America", do canal ABC, que não lamenta ter feito o comentário responsável por dar a McCain esperanças de recuperação.

Desertores de peso

- De forma nenhuma - disse Obama - para nós, continuar dando descontos fiscais para grandes empresas e os mais ricos ao invés de à classe média que precisa desesperadamente de ajuda neste momento seria ruim não apenas para as famílias mas para a economia como um todo."

Segundo pesquisas, McCain está enfrentando dificuldades em Estados que antes eram bastiões republicanos. O candidato encontra-se cinco pontos percentuais atrás de Obama no Colorado, cerca de seis em Ohio, dois na Flórida, dois na Carolina do Norte e três em Nevada e Missouri, revelou a média de pesquisas realizadas nesses Estados e compiladas pela realclearpolitics.com.

Alguns republicanos de peso já debandaram para o lado de Obama, entre os quais o ex-secretário de Estado Colin Powell, o ex-porta-voz da Casa Branca Scott McClellan -- os dois trabalharam no governo do hoje presidente, George W. Bush -- e o ex-governador de Massachusetts William Weld.

Os assessores de McCain acreditam que o republicano vem conquistando espaço com a investida "Joe, o encanador" contra o plano fiscal de Obama e dizem que ele continuará a abordar o tema nos próximos dias.

Em seu discurso, o republicano defendeu ainda um plano de 300 bilhões de dólares para comprar hipotecas problemáticas, permitindo aos proprietários de imóveis que buscassem melhores taxas para seus empréstimos.

- Ontem, ficamos sabendo que o número de hipotecas protestadas subiu 71% no último trimestre. E que o governo (Bush) está finalmente elaborando um plano a fim de combater o problema. Permitam-se dizer isto: já era tempo - afirmou McCain.

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