O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, uniu-se a sua parceira de chapa, Sarah Palin, nesta terça-feira, a uma semana da eleição de 4 de novembro, para atacar as propostas econômicas do democrata Barack Obama, recebendo, em troca, duras críticas do adversário.
Em meio a relatos sobre o surgimento de desavenças entre Palin e McCain, que aparece atrás de Obama nas pesquisas de intenção de voto, o republicano disse que não poderia ter ficado mais satisfeito com o entusiasmo gerado por sua candidata a vice-presidente.
- A propósito, quando dois políticos independentes se juntam, nem sempre concordam a respeito de tudo, mas isso é muito divertido - afirmou o candidato em um comício lotado e barulhento, realizado em Hershey, na Pensilvânia, sob chuva.
Obama, sentindo as pressões advindas da acusação feita por McCain sobre o democrata pretender redistribuir a riqueza dos norte-americanos, criticou duramente o republicano em um evento realizado em Chester, no mesmo Estado.
Segundo Obama, as propostas de McCain sobre manter os incentivos fiscais piorariam o quadro do orçamento federal. E o candidato tentou novamente relacionar seu adversário com as políticas do atual presidente do país, George W. Bush, cujos índices de popularidade são baixos.
- John McCain fez escolta enquanto George Bush levava a economia rumo ao abismo. E agora ele quer assumir a direção e pisar no acelerador - afirmou Obama.
Os norte-americanos votam no dia 4 de novembro nas eleições presidenciais. Com base no tamanho de sua população, cada um dos 50 Estados do país elege um certo número de delegados no Colégio Eleitoral. O candidato que conseguir o apoio de 270 delegados fica com a Casa Branca.
Se as pesquisas atuais estiverem corretas e se o cenário não mudar até o dia do pleito, Obama poderia vencer por uma larga margem de votos.
Nesta terça-feira, segundo uma pesquisa da Reuters/C-SPAN/Zogby que leva em conta os resultados de enquetes realizadas nos últimos três dias, o democrata aparecia à frente de McCain com 49 por cento das intenções de voto, contra 45 para o adversário. Essa distância havia sido de cinco pontos percentuais um dia antes.
O republicano consolidou sua popularidade entre os eleitores brancos e do sexo masculino, mas Obama continua a ter uma vantagem de dois dígitos entre as mulheres e os independentes -- dois blocos decisivos de eleitores.
Na terça-feira, os candidatos faziam campanha na Pensilvânia, um Estado onde Obama mantém uma vantagem confortável, mas no qual McCain espera virar a mesa recorrendo aos eleitores da classe média que preferiram a senadora Hillary Clinton a Obama nas prévias do Partido Democrata.
Obama viajou horas depois para a Virgínia, um Estado que costuma votar nos republicanos, mas que, neste ano, pende para os democratas.
McCain viu-se obrigado a cancelar seu segundo evento na Pensilvânia devido ao mau tempo e já havia partido para a Carolina do Norte a fim de tentar proteger um Estado onde os republicanos costumam vencer com facilidade, mas que, neste ano, flerta com os democratas.