O candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, citou na quinta-feira o investidor Warren Buffett e a ex-presidente do eBay Meg Whitman como possíveis secretários do Tesouro em seu governo, mas não quis dizer se convidaria Henry Paulson para permanecer nesse cargo.
Em entrevista à Reuters, ele disse também que iria avaliar as condições econômicas na hora de reconduzir ou não Ben Bernanke à presidência do Fed (Banco Central).
A crise financeira nos EUA e o pacote de 700 bilhões de dólares para a ajuda ao setor, que tramita no Congresso, aumentaram o interesse sobre quem comandará o Tesouro no próximo governo.
- Acho que seria alguém que os norte-americanos reconheceriam que inspiraria confiança - disse o senador.
- Há gente como John Chambers gente como Meg Whitman, gente como Warren Buffett - prosseguiu, acrescentando que essas pessoas poderiam ocupar vários cargos no governo.
Sobre Bernanke, ele disse: "Ele tem um mandato fixo, então eu certamente teria de olhar novamente para a situação geral na hora em que eu tivesse de fazer essas escolhas, mas o fato é que ele está cumprindo um mandato".
Mas reservou elogios ao presidente do Fed.
- Acho que ele trabalhou muito. Acho novamente que muito depende de como vai ficar... Sucesso ou fracasso é um critério pelo qual obviamente muitos de nós julgamos um indivíduo, então teremos de esperar para ver - afirmou.
Pesquisas, dólar, comércio
McCain se disse "reservadamente otimista" com a aprovação do pacote na Câmara. Seu envolvimento com a crise coincidiu com uma forte ascensão de seu rival Barack Obama nas pesquisas.
- Sempre valorizo o status de azarão. Sabe, diante da situação geral, fico muito satisfeito com onde estamos ao entrar no último mês de campanha - afirmou.
O candidato, que sempre prega a importância de um dólar valorizado, disse que fará de tudo para fortalecer a moeda, mas não quis especular sobre uma eventual intervenção cambial.
- O primeiro passo a ser tomado é obviamente que temos de parar de hipotecar nossa economia para a China e de pedir a eles que financiem nossa dívida - disse.
- Isso, eu acho, teria o efeito mais salutar em curto prazo. Mas não posso lhe dar todas as hipóteses envolvidas numa "intervenção" e o que seria essa intervenção - afirmou.
McCain disse que uma prioridade do seu eventual governo será retomar a chamada Rodada Doha da abertura comercial global.
- Precisamos lhe dar grande urgência - afirmou, salientando a necessidade de conter "alguns dos sentimentos protecionistas" que os EUA e outros países participantes têm em certos setores econômicos.