Candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain fez uma dura crítica aos seus compatriotas. Nesta quarta-feira, durante visita à universidade da Academia Naval em Annapolis, Maryland, onde o candidato estudou e admite ter sido o quinto pior aluno de sua turma, o republicano disse que muitos norte-americanos são cínicos em relação ao país e que a idéia de liberdade dessas pessoas não passa do "direito de escolher entre marcas concorrentes de café".
Na opinião do senador pelo Arizona, o que essas pessoas precisam é de uma "boa dose de serviços públicos". Em mais uma etapa de uma série de viagens a locais importantes na formação de seu caráter, McCain tenta se manter na mídia, diante a acirrada disputa democrata entre os pré-candidatos Barack Obama e Hillary Clinton. O republicano assegurou a indicação de seu partido para a disputa eleitoral dos EUA e tentará ocupar o cargo do correligionário George W. Bush, em novembro, na disputa com um democrata.
O tempo do senador na mídia, no entanto, tem sido muito menos para discorrer sobre o que ele pensa do cinismo norte-americano e mais para explicar porque afirmou que os EUA permaneceriam no Iraque por mais um século. Os democratas acusam-no de querer uma guerra de 100 anos, o que ele nega, embora defenda a presença militar naquele país "para manutenção da paz, similar às presenças norte-americana por décadas no Japão e na Coréia do Sul".
- E elas deram estabilidade à região. Eu não estou falando sobre uma longa guerra", disse ele na noite de terça-feira ao programa "Late Night with David Letterman - da emissora de TV CBS.