Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Mau começo

Quarta, 28 de Setembro de 2011 às 04:16, por: CdB

Age muito bem a bancada do PT na Assembléia Legislativa ao pedir à Comissão de Ética que convoque e cobre explicações do deputado Bruno Covas (PSDB), sobre sua denúncia feita em entrevista, de que conseguiu aprovar uma emenda parlamentar de R$ 50 mil, o prefeito da cidade beneficiada o procurou para perguntar a quem pagaria os R$ 5 mil de propina e ele o aconselhou a doar a uma Santa Casa.

O deputado, secretário de Meio Ambiente do Estado, é o pré-candidato preferido do governador Geraldo Alckmin à prefeitura da Capital na eleição de 2012. A bancada petista toma atitude correta, também, ao requerer a abertura de CPI para fazer o deputado Roque  Barbieri (PTB) declinar os nomes dos 30% de deputados estaduais paulistas que vendem emendas parlamentares a prefeituras e empreiteiras, conforme denúncia sua, também em entrevista.

O problema neste último caso e que o deputado Barbieri integra a base de apoio do governo tucano de São Paulo e este já sepultou mais de 60 pedidos de CPIs na Assembléia Legislativa. Jamais permitiu que fosse instalada uma sequer para investigar denúncias de irregularidades que o atingem nesses quase 30 anos em que o PSDB governa o Estado.

Escorregão de pré-candidato

Diante da cobrança dos deputados para que dê informações sobre a denúncia que fez, o secretário Bruno  tem dito que falou em tese, não era um caso verdadeiro. Mas, não é isso que foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo em sua entrevista no último domingo.

Mesmo que tivesse falado em tese, Bruno cometeu a mesma irresponsabilidade de seu colega Roque Barbieri: fez uma denúncia sem revelar nomes dos autores da irregularidade, o que faz com que suas acusações respinguem e criminalizem indiscriminadamente os políticos, o que não contribui em nada para a democracia.

Bruno Covas, que pode vir a disputar a prévia do PSDB para escolha do candidato a prefeito de São paulo no ano que vem (se deixarem que a consulta se realize porque a caciquia do partido manobra para impedí-la) escorrega e dá, assim, um passo em falso na fase inicial de sua pré-campanha para a Prefeitura, ainda que conte com o apoio irrestrito do governador Alckmin.

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