Foram 18 meses de filmagens entre quatro cidades (Sydney, Alameda, Oakland e Los Angeles) em dois países (Austrália e Estados Unidos) ao custo total de mais de US$ 300 milhões. Mas, a partir de 15 de maio (23 de maio no Brasil) os fãs que desde 1999 aguardavam os novos embates de Neo (Keanu Reeves), Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie Ann Moss) contra os diabólicos agentes da inteligência artificial que criou a Matrix poderão se dar por satisfeitos. Matrix Reloaded, primeira metade da continuação da saga criada pelos irmãos Larry e Andy Wachowski estréia agora e, em novembro, Matrix Revolutions conclui a jornada épica de Neo, "o escolhido". - Na verdade, trata-se de um filme dividido em dois - explica o produtor Joel Silver ao final de dois dias de intensa atividade nos estúdios da Warner em Burbank, apresentando Reloaded para os distribuidores e exibidores americanos e internacionais. - É uma história contínua com quatro horas de duração, e por isso decidimos filmá-la sem interrupções - acrescentou o produtor. Continuando de onde o mega-sucesso de 1999 parou (aliás, sob pena de total confusão mental, é recomendável ver de novo o Matrix original antes de embarcar neste Reloaded) esta primeira metade leva o espectador a Zion, a derradeira cidade de seres humanos, construída próximo ao núcleo terrestre e agora sob o ataque feroz das máquinas a serviço da inteligência artificial que escravizou a humanidade. Além do trio Neo-Morpheus-Trinity, e do inevitável Agente Smith (Hugo Weaving) - multiplicado centenas de vezes no novo filme - Reloaded apresenta novos personagens, como Niobe (Jada Pinkett-Smith), comandante da nave Logos e ex-paixão de Morpheus; o malévolo Merovingian (Lambert Wilson) e sua ambígua e belíssima mulher Persephone (Monica Belucci); o misterioso Chaveiro (Randall Duk Kim); os apavorantes Gêmeos (Adrian e Neil Rayment); a bela Zee (Nona Gaye, substituindo Aalyah, morta ano passado num desastre de avião); e o Arquiteto (Helmut Bakaitis). E, se a complicada história muitas vezes parece ainda mais confusa do que o humanamente compreensível, é porque várias cenas e fios narrativos começam e terminam fora da tela, na série de nove curtas Animatrix e no videogame Enter the Matrix, lançados simultâneamente aos filmes. Para os 10% ou 5% que ainda necessitam de atores de carne e osso, o elenco teve que se preparar quase como que para uma campanha militar, com quatro meses de intenso treinamento físico que incluíram exercícios físicos, manuseio de armas e lições de artes marciais. - Céus, era infernal! - exclama uma Carrie Ann Moss grávida, que confessa ter sentido "um medo muito real" numa seqüência envolvendo uma moto, uma estrada, dois caminhões e nenhum capacete. Carrie Ann sofreu fraturas no joelho e na perna durante a filmagem e admite "ter desenvolvido uma certa fobia de cenas que envolvem lutas com fios de suspensão". Laurence Fishburne, pelo contrário, gostou do novo regime --"é o único modo de me fazer perder peso e entrar em forma"--, mas tinha que recorrer a supremas energias mentais para trabalhar longas horas interagindo com uma tela verde. - Não é difícil, afinal tudo o que nós atores fazemos é faz de conta, mesmo, como crianças. Mas ainda prefiro fazê-lo com outro ser humano, olho no olho. O eixo em torno do qual toda a saga revolve, Keanu Reeves, não tem reclamações de espécie alguma quanto ao projeto. O ator recebeu US$ 30 milhões pelos dois filmes, cachê que ele não comenta, mas garante que foi "o foco intenso, concentrado" que o manteve empolgado com o projeto ao longo dos 11 meses em que esteve no set diariamente. - Este é o tipo de papel que não aparece muito freqüentemente - diz Keanu, ainda demonstrando o apurado physique du role desenvolvido para os dois novos Matrix. - Um papel complexo, que lida tanto com aspectos físicos quanto com temas profundamente filosóficos. Duas observações importantes para os fãs: neste filme Kea
<i>Matrix Reloaded</i> multiplica efeitos e personagens
Quinta, 08 de Maio de 2003 às 06:45, por: CdB