Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Maternidades adotam o uso de pequenas redes para bebês prematuros

As sete maternidades da rede estadual de Saúde já adotaram as pequenas redes colocadas dentro das incubadoras como aliadas no ganho de peso de bebês prematuros. O Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, foi o primeiro a usar o método, há um ano.

Segunda, 11 de Maio de 2015 às 10:47, por: CdB
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Método favorece o desenvolvimento sensório-motor
  As sete maternidades da rede estadual de Saúde já adotaram as pequenas redes colocadas dentro das incubadoras como aliadas no ganho de peso de bebês prematuros. O Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, foi o primeiro a usar o método, há um ano. O formato oval do objeto permite que o bebê se acomode da mesma forma que faria no útero materno. Assim, ele se acalma e reduz o gasto de energia, favorecendo o desenvolvimento motor e o ganho de peso. Para serem colocados nas redinhas, os bebês precisam estar clinicamente estáveis, sem auxílio de oxigênio na respiração e com boa frequência cardíaca. Os recém-nascidos só podem ser colocados nas redes 40 minutos após a amamentação, para evitar broncoaspiração. O método é aplicado nas incubadoras da Unidade Intermediária (UI) por, no máximo, 40 minutos. – Na redinha, as crianças naturalmente se colocam na posição intrauterina: de lado, com braços e pernas flexionados e as mãos perto do queixo. Assim elas ficam mais tranquilas, gastam menos energia e isso ajuda no ganho de peso. Elas são monitoradas o tempo inteiro e retiradas da rede a qualquer sinal de instabilidade – explicou Úrsula Nunes, coordenadora de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Vereador Melchíades Calazans, em Nilópolis, onde o método é aplicado há seis meses. Em geral, esse método costuma ser adotado por duas a três semanas até que a criança atinja 1,8 kg. Depois, o bebê é levado para a enfermaria onde fica com a mãe até alcançar 2 kg e receber alta, caso não haja complicações. Ao reproduzir o útero materno, as redinhas, além de acalmarem os recém-nascidos, também ajudam no desenvolvimento sensório-motor. A pequena Geovanna nasceu de sete meses com 1,220 quilos e logo perdeu 200 gramas. Em 12 dias, chegou a 1,240 kg. A mãe dela, Nailine Torres, de 30 anos, percebeu que a filha ficou mais relaxada desde que iniciou o método da redinha. – A impressão é que ela se sente realmente no meu útero. Ela está visivelmente mais calma e sei que isso ajuda no desenvolvimento e no ganho de peso – afirmou Nailine.
 
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