Em nota oficial, a Casa Civil da Presidência da República negou, mais uma vez, ter organizado um dossiê sobre gastos com cartões corporativos na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A Casa Civil classificou de maliciosa a matéria do jornal Folha de S.Paulo desta sexta-feira que aponta a secretária-executiva do órgão, Erenice Guerra, como a pessoa que ordenou a elaboração do suposto dossiê.
"A matéria, de forma maliciosa, dá a entender que a secretária-executiva, Erenice Guerra, teria assumido a responsabilidade de 'organizar processo de despesas de FHC, isentando a chefe (no caso, a ministra Dilma Rousseff) de ter tomado a decisão'. Isso não é verdade. Se 'processo de despesas de FHC', nas palavras do jornal, é sinônimo para dossiê, a secretária-executiva nunca assumiu essa responsabilidade pelo simples fato de que nunca existiu qualquer dossiê", diz a nota.
A Casa Civil insiste que não existe dossiê, mas "fragmentos de uma base de dados em fase de digitação para alimentação do Suprim [Sistema de Suprimento de Fundos], que visa unicamente organizar os dados relativos aos gastos com suprimento de fundos desde 1998 até hoje".
Na nota, a Casa Civil destaca a abertura de uma comissão de sindicância para apurar o vazamento das informações consideradas sigilosas e nega que a secretária Erenice Guerra tenha convocado reunião com técnicos para elaborar o suposto dossiê, como afirma a matéria da Folha de S.Paulo.
Matéria sobre elaboração de dossiê sobre cartões é maliciosa, diz Casa Civil
Sexta, 28 de Março de 2008 às 15:54, por: CdB