A área que ainda resta da Mata Atlântica é maior do que indicavam as previsões anteriores.
Um estudo feito por cientistas da USP e do INPE, publicado no Biological Conservation mostra que a Mata Atlântica ocupa hoje entre 11,4% e 16% da sua extensão original.
Os fragmentos de mata, no entanto, estão pequenos. Mais de 80% têm menos de 50 hectares, tamanho incapaz de preservar a maioria das espécies florestais.
A pesquisa levou em conta remanescentes menores e florestas em estágios mais iniciais de regeneração, que têm valor ecológico. O atlas dos remanescentes, produzido pela SOS Mata Atlântica e pelo Inpe, não contabiliza fragmentos com menos de 100 hectares.
Muitos animais acabam "ilhados" nesses espaços reduzidos de floresta. O estudo revelou que, em média, a distância entre as áreas com remanescentes de Mata Atlântica é de 1,4 km, o que torna difícil que as espécies cruzem de um fragmento ao outro
São Paulo possui a maior extensão contínua dessa floresta: a serra do Mar. O local é o único remanescente do bioma ameaçado que possui mais de 1 milhão de hectares -de um total de 245.173 fragmentos de mata atlântica identificados.
Para acompanhar o desmatamento, o Ministério do Meio Ambiente iniciou na semana passada quinta-feira o monitoramento via satélite oficial da mata atlântica e de outros biomas.