Segundo os críticos norte-americanos, todos os holofotes devem se voltar novamente para Meryl Streep por sua atuação na comédia O Diabo Veste Prada, de David Frankel, que está na programação do Festival de Veneza, mas fora do concurso.
No filme, a atriz interpreta Miranda Priestly, a despótica e genial editora da revista de moda Runway, habituada a tratar colaboradores, família e conhecidos como súditos. A atriz Anne Hathaway, de O Diário da Princesa, entra em cena como a recém-graduada Andy, que se tornará assistente de Miranda.
Trata-se da versão cinematográfica do bestseller homônimo, que permaneceu por seis semanas no topo da lista de mais vendidos do jornal The New York Times, e foi traduzido para 27 línguas.
A obra é de Lauren Weisberger, hoje com 29 anos, que foi assistente por um ano da todo-poderosa Anna Wintour, editora da bíblia da alta moda, a revista Vogue, desde 1988.
Em 2003, após ser despedida, a jovem escritora deixou em seu livro um ácido e divertido testemunho da experiência. No entanto, o filme de David Frankel não pretende ser um retrato mascarado de Anna, mas sobretudo uma visão divertida do circo da alta moda, já tentada pelo diretor Robert Altman em Prêt à Porter, de 1994.
E O Diabo Veste Prada já está obtendo resultados nesse âmbito. Tendo custado cerca de US$ 35 milhões e recebido críticas bastante favoráveis, o filme superou os US$ 100 milhões em bilheteria, com uma média por sala superior àquela obtida por Superman - O Retorno.
Na hora de compor seu figurino, Meryl Streep quis fugir da imagem da verdadeira editora da Vogue, e preferiu basear-se no estilo de Cruela Devil, personagem de Glenn Close em 101 Dálmatas.
Maryl Streep brilha em <i> O diabo veste Prada</i>
Terça, 15 de Agosto de 2006 às 07:07, por: CdB