Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

Marta cresce e abala campanha de Alkmin na capital paulista

Terça, 26 de Agosto de 2008 às 10:31, por: CdB

O resultado de duas pesquisas de intenção de voto sobre a corrida pela prefeitura de São Paulo provocou um tranco nas campanhas eleitorais, especialmente na de Geraldo Alckmin (PSDB). Em queda nas sondagens, o ex-governador ampliou os ataques a Marta Suplicy (PT), insistiu nas críticas à gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e, apesar de ocupar a rabeira na arrecadação de recursos, intensificou o corpo-a-corpo e vai convocar militantes para atuar junto ao eleitor.

Kassab (DEM), que lidera uma administração recheada de tucanos, comemora a alta na avaliação de sua administração e conta com sua conversão em votos para ultrapassar Alckmin e chegar ao segundo turno.

Isolada na liderança, Marta desacelerou os compromissos de campanha nos últimos dois dias e tem a confirmação da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um evento público em São Paulo no sábado, mais provável uma caminhada na zona leste. Alckmin, até agora comportado, atendeu aos apelos de dirigentes do partido e criticou de forma contundente a gestão Marta à frente da prefeitura entre 2001 e 2004.

No programa de TV que foi ao ar na segunda-feira à noite, quando tratava de um tema caro ao PT, a desigualdade social, um locutor fez a pergunta:

– Nesta eleição, quem você acha que pode encarar esse problema de frente: O PT, que esteve na prefeitura por quatro anos para fazer, prometeu e não resolveu, ou o Geraldo Alckmin?

Afirmando que Alckmin passa a ser "mais direto", o coordenador da campanha, deputado Edson Aparecido, conta que a partir de agora a campanha de rua será intensificada, com mais caminhadas e o reforço de carreatas.

Também passa a contar com o que chama de "mutirões" --mil militantes (90 por cento não pagos, diz) que vão atuar pessoalmente junto a eleitores. Estréiam neste fim de semana nas regiões sul e leste, redutos petistas. Tanto Marta quanto Kassab já fazem uso dos "visitadores", boa parte remunerados.

– Temos estrutura inferior, não tenho gás para fazer isso a campanha inteira. Temos que dosar a energia para ir ao segundo turno – afirmou Aparecido, ao admitir a escassez de recursos. Kassab e Marta, nesta ordem, lideram a arrecadação financeira até agora.

Pesquisa do Datafolha divulgada no sábado mostrou Marta subindo de 36% para 41%, abrindo 17 pontos percentuais de vantagem sobre Alckmin, que caiu de 32% para 24%. Kassab passou de 11% para 14%. A performance aponta viabilidade do prefeito, que entra em rota de colisão com o tucano por um lugar no segundo turno. A disparada de Marta e a queda de Alckmin já haviam sido apontadas pelo Ibope.

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