Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

Marolas em torno de encontro Dilma-FHC

Quinta, 24 de Fevereiro de 2011 às 08:35, por: CdB

Faz-se muita espuma e marola em torno de uma audiência pedida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à presidenta Dilma Rousseff para ir ao Planalto acompanhado de outros ex-presidentes estrangeiros e da resposta da chefe do governo para que vá ao Palácio, também sozinho, para conversarem.

O convite teria sido feito na noite da última 2ª feira quando o ex-presidente FHC e a presidenta Dilma compareceram ao concerto na Sala São Paulo, na capital paulista, comemorativo dos 90 anos da Folha de S.Paulo. Independente se houve ou não, eu vejo e entendo que todos precisam encará-lo com a maior naturalidade.

Não é o que aconteceu. O cientista político Rubem Figueiredo viu no fato um sinal de maior disposição da presidenta da República de dialogar com a oposição. E o filósofo e professor titular de ética e filosofia política na UNICAMP, Roberto Romano, aproveitou para pregar que  a oposição e a crítica ao governo são saudáveis para a democracia e que o diálogo não significará adesão oposicionista às teses do governo.

O presidente Lula dialogou e PT negocia com oposição


Na polêmica estabelecida mídia e oposição aproveitaram, também, para criticar o presidente Lula na campanha eleitoral do ano passado, o que não tem nada a ver. O ex-presidente sempre dialogou e manteve um comportamento respeitoso com a oposição.

Aliás, aos esquecidos, convém lembrar: o ex-presidente aprovou em seu primeiro governo (2003-2006) reformas nos mais diversos campos e atividades do país. E muitas destas sempre com apoio da maioria da oposição.

Assim não faz sentido as comparações entre os presidentes Dilma e Lula. Até porque o próprio PT dialoga e negocia permanentemente com os oposicionistas no Congresso Nacional e em todo o país.

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