Mário Lago militou no PCB por mais de duas décadas
Estreia em São Paulo, nesta quarta-feira, às 20h, no Espaço Itaú de Cinema (Rua Augusta, 1.470), o documentário Mário Lago. Dirigido por Marco Abujamra e Markão Oliveira, o filme faz parte da 37° Mostra Internacional de São Paulo, que acontece até o dia 31 de outubro. Autor de clássicos da música brasileira como Ai, que saudades da Amélia e Atire a primeira pedra (ambos com Ataulfo Alves), Lago, nascido em 1911, se definia como um “sambista, ator e autor”.
Representando, o artista destacou-se em todas as mídias por onde passou, tendo sucesso de público no rádio, no cinema (Terra em Transe, de Glauber Rocha) e na televisão (O Casarão, Barriga de aluguel, Hilda Furacão, entre outras).
Mais um ponto evidenciado pelo filme é seu envolvimento político, uma vez que fez parte dos quadros do Partido Comunista Brasileiro (PCB) por mais de duas décadas, tendo sido preso e perseguido pela ditadura Vargas e pela ditadura militar.
O documentário, com 96 minutos de duração, apresenta episódios narrados pelo próprio Lago e depoimentos de amigos e companheiros de profissão, além de cenas de arquivo, como The Andrews Sisters cantando Aurora com Abbott e Costello no filme Hold That Ghost, de 1941.
Apreciador da vida boêmia da Lapa, o carioca Mário Lago viveu intensamente e acompanhou de perto as transformações que passou o país nos seus 90 anos de vida.
– Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra – pontuou o artista, morto em 2002.
Serviço
Mário Lago (2013) – Documentário – 96 min.
Dia 23/10, às 20h
Espaço Itaú de Cinema – Augusta Anexo 4
Rua Augusta, 1.470
Ingressos individuais: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.