Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Marinha começa a montar hospital no Campo de Santana

Prefeitura atrasou a montagem do hospital Depois de receber a autorização da Justiça Federal, a Marinha começou a montar, na tarde desta quarta-feira, o hospital de campanha do Campo de Santana, no centro da cidade do Rio. O hospital deveria ter começado a operar no início da semana, mas a prefeitura do Rio de Janeiro negou autorização para sua instalação no parque. (Leia Mais)

Quarta, 23 de Março de 2005 às 16:35, por: CdB

Depois de receber a autorização da Justiça Federal, a Marinha começou a montar, na tarde desta quarta-feira, o hospital de campanha do Campo de Santana, no centro da cidade do Rio. A expectativa é de que a unidade comece a funcionar na próxima segunda-feira, mas os militares tentarão abrir o hospital antes desse prazo.

Ao todo, 11 barracas funcionarão de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas, com o objetivo de desafogar a emergência do Hospital Souza Aguiar, localizado em frente ao parque municipal.

Segundo o diretor de Saúde da Marinha, vice-almirante Helton Setta, o hospital terá capacidade para oferecer atendimento ambulatorial a 400 pessoas diariamente, nas especialidades de clínica médica, pediatria, ginecologia e ortopedia. Cinqüenta médicos e enfermeiros trabalharão na unidade e 120 fuzileiros navais farão a segurança do local.

- A princípio, vamos atender a solicitação do Ministério da Saúde da urgência e, assim que for sendo restabelecida a rotina do atendimento ambulatorial (nos hospitais do Rio), nós vamos desfazer o hospital - disse Setta.

A instalação da unidade de campanha foi comemorada pela empregada doméstica Marlene da Silva Ferreira, de 59 anos, que procurou hoje a emergência do Hospital Souza Aguiar por causa de uma dor de cabeça. Ela aguardava atendimento, por cerca de três horas, em uma fila com outras 30 pessoas. "Isso é muito bom para a população", disse.

O hospital de campanha deveria ter começado a operar no início da semana, mas a prefeitura do Rio negou autorização para sua instalação no parque, alegando que a unidade de saúde poderia prejudicar o patrimônio histórico-cultural, além da flora e fauna locais. Na terça-feira, a Justiça Federal autorizou a montagem.

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