Pelo menos 50 marines norte-americanos viajam à capital do Haiti para garantir a segurança dos funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Porto Príncipe, informaram fontes militares em Washington.
Até hoje, os EUA haviam negado a intenção de enviar tropas ao país durante a atual crise, como ocorreu em 1994, quando recolocou o presidente Jean-Bertrand Aristide no poder após um golpe de Estado em 1991.
Neste domingo, o governo norte-americano ordenou a saída dos funcionários de sua embaixada em Porto Príncipe, diante do recrudescimento do conflito no Haiti, apesar de Aristide ter decidido aceitar um plano de paz internacional.
Em comunicado, o Departamento de Estado anunciou, no sábado, a retirada de todo o pessoal não imprescindível da embaixada dos Estados Unidos.
Enquanto isso, os rebeldes e a oposição política em geral expressaram objeção a um plano que conta com o apoio dos Estados Unidos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Comunidade do Caribe (Caricom) e outros países.
Os rebeldes opositores a Aristide assumiram ontem o controle de Cap-Haitien, a segunda cidade mais importante do Haiti.