Marines dos Estados Unidos chegaram ao Líbano, nesta quinta-feira, para ajudar a retirar centenas de norte-americanos, em fuga de uma ofensiva israelense que já deixou mais de 300 mortos no país.
Não havia sinais de que Israel ou o Hizbollah estão prontos para acabar com uma guerra que já matou 306 pessoas no Líbano e 29 em Israel. Segundo o governo libanês, o conflito já deixou mais de 500 mil desabrigados, e agências de ajuda alertam para uma crise humanitária.
Cerca de 40 fuzileiros navais portando armamento leve e auxiliados por soldados libaneses levaram mulheres e crianças para um barco em um porto de Beirute.
Os militares dos EUA ancoraram perto de Beirute no amanhecer e começaram, durante o dia, a recolher os primeiros 300 dos 1.200 norte-americanos a serem transportados.
- Estamos aliviados por partir, mas nossos corações e nossas orações estão com o Líbano e com seu povo - afirmou Mireille Ayoub, de 47 anos, de Los Angeles, na embarcação que levava norte-americanos para o navio USS Nashville.
Milhares de pessoas, entre as quais crianças e deficientes físicos, desembarcaram em Chipre depois de Israel ter começado a atacar o Líbano pelo ar, há nove dias.
- Nos próximos dias, haverá um grande fluxo de pessoas - disse o embaixador norte-americano em Chipre, Ronald Schlicher, a repórteres.
- Talvez algo em torno de 5 mil, 6 mil ou 7 mil pessoas.