Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Marina volta a culpar pecuaristas por desmatamento na Amazônia

Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva não se sentiu desautorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme noticiou a imprensa brasileira, nesta quinta-feira. Ela contestou os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para os números do desmatamento da Amazônia e voltou a culpar a pecuária pelo desmatamento da floresta. (Leia Mais)

Quinta, 31 de Janeiro de 2008 às 10:05, por: CdB

Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva não se sentiu desautorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme noticiou a imprensa brasileira, nesta quinta-feira. Ela contestou os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para os números do desmatamento da Amazônia e voltou a culpar a pecuária pelo desmatamento da floresta.

- O que nós identificamos foi um processo irresponsável de destruição da floresta. Se faz o desmatamento predatório tirando de forma irresponsável as árvores nobres. Não é plano de manejo. Aquilo é uma rapina. Depois se ateia fogo de forma criminosa e joga capim - afirmou a ministra.

A ministra contabiliza, ainda, que 70% das terras degradadas têm a ação da pecuária e prometeu punir os culpados.

- O presidente Lula assinou um decreto que estabelece sérias punições para aqueles que estão desrespeitando a lei e contribuindo para a destruição da Amazônia. De sorte que eu estou autorizada e mandatada para cumprir o decreto e estamos trabalhando com todo o rigor para que ele seja estabelecido - afirmou a ministra, uma das mais prestigiadas da atual administração de Lula.

Legislação aplicada

Por determinação presidencial, policiais federais e os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, e da Agricultura, Reinolds Stephanes, foram orientados a sobrevoar  áreas da Amazônia, nesta quarta-feira, para avaliar o problema do desmatamento. A missão é verificar se  houve aumento do desmatamento nos últimos cinco meses de 2007, conforme apontaram números divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Segundo um assessor da Presidência, a cúpula do governo ainda tem "desconfiança" de números que apontam a interrupção do ritmo da queda de desmatamento, que vinha caindo desde a virada de 2004 para 2005. Lula pediu - e teve - uma avaliação nos locais, pela ministra, após o sobrevôo. Após conhecer a opinião da ambientalista, Lula passou a defender a aplicação da legislação para barrar o aumento do desmatamento da Amazônia, classificado por ele como “preocupante”. O presidente também ressaltou que não é necessário desflorestar para aumentar as plantações de soja e cana-de-açúcar ou as criações de gado.

- Quando alguém tenta cometer ilegalidade, nós temos que utilizar a lei contra essa gente. Nós não podemos ser condescendentes. O ministro da Agricultura prova todo santo dia para mim que para manter a produção e a criação de gado, hoje, você não precisa derrubar um pé de árvore. O Brasil tem terra já degradada que dá para a gente plantar quanta soja a gente quiser, quanta cana a gente quiser e criar quanto gado nós quisermos - afirmou.

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