Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Marina critica política de Segurança Pública no Rio e SP

Candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva voltou a defender, nesta segunda-feira, uma reforma na área de segurança pública. Ela disse que o trabalho envolveria parceiras com governos estaduais, além da contribuição de municípios.

Segunda, 02 de Agosto de 2010 às 11:50, por: CdB

Candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva voltou a defender, nesta segunda-feira, uma reforma na área de segurança pública. Ela disse que o trabalho envolveria parceiras com governos estaduais, além da contribuição de municípios. A candidata destacou a necessidade de investimentos na remuneração de policiais. Segundo ela, é preciso melhorar os salários “vergonhosos” pagos à categoria. – São Paulo e Rio de Janeiro são Estados onde se paga o menor salário para aqueles que têm a corresponsabilidade de dar segurança para a sociedade e não têm segurança nem para sua própria vida – afirmou ela, em visita ao centro de reciclagem de resíduos eletrônicos da fábrica de computadores Itautec, em Jundaí (SP). Marina também comemorou o fato de o Partido Verde (PV) ser a legenda com o maior número de candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de outubro. A sigla aparece na frente de partidos considerados tradicionais, como PMDB e PT. Serão 1.363 pessoas concorrendo aos cargos de presidente, senador e deputados federal, estadual e distrital. Na comparação com 2006, o crescimento do número de candidatos do PV para o pleito deste ano é de 40,3%, segundo dados do TSE atualizados hoje (2). Na última eleição presidencial, a sigla não aparecia nem entre as cinco com maior número de candidatos. A legislação eleitoral permite que os partidos apresentem uma vez e meia o número de candidatos no caso da disputa para deputados federal, estadual e distrital. Para as coligações, pode ser apresentado o dobro do total das vagas, mas o número deve ser dividido entre os partidos coligados. O PV, nestas eleições, tem uma candidata à Presidência e, para garantir palanque nos estados, lançou sozinho 11 concorrentes aos governados estaduais. Em 2006, foram apenas três. “O PV saiu sozinho em muitos lugares para fazer palanque para a candidata Marina Silva. Então, em 11 estados tem direito de lançar, sozinho, uma vez e meia o número de vagas que está disputando”, disse Leonardo Barreto. “É uma estratégia política. Coisa que nunca tinha feito antes”, avaliou. O Partido dos Trabalhadores, que em 2006 estava em terceiro na lista, atrás do PMDB e do PDT (este com 1.193 candidatos), agora está em segundo lugar no número de registros de candidatura no TSE. Se há quatro anos 1.148 pessoas concorreram a uma vaga pelo partido, em 2010 esse número é de 1.346 – crescimento de 17,24%. O PMDB liderou a lista dos candidatos há quatro anos e agora aparece em terceiro lugar. Apesar de ter tido um crescimento de 7,35% – ao passar de 1.196 candidatos para 1.284 –, aparece atrás do PV e do PT. O número de candidatos do PSDB é 5,1% superior que nas eleições gerais passadas, mas o partido caiu uma posição em relação ao pleito de quatro anos atrás. Passou de quarto para quinto lugar. O PSB, que apareceu em quinto em 2006, agora está em quarto – com aumento de 8,5%. Veja abaixo a lista dos partidos com mais registros de candidatura no TSE para os cargos de presidente, governador e deputados federal, estadual e distrital. Eleições de 2006: PMDB – 1.196 candidatos PDT – 1.193 candidatos PT – 1.148 candidatos PSDB – 1.044 candidatos PSB – 1.037 candidatos Eleições de 2010: PV – 1.363 candidatos PT – 1.346 candidatos PMDB – 1.284 candidatos PSB – 1.126 candidatos PSDB – 1.098 candidatos

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