Ex-candidata do PV à Presidência, Marina Silva disse nesta quarta-feira que seu apoio a Dilma Rousseff (PT) ou a José Serra (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, se houver, será dado em bases programáticas.
– Nós não podemos nos apequenar a uma discussão de conveniência – disse Marina em entrevista à rádio paulistana Jovem Pan.
Marina teve quase 20 milhões de votos e foi a terceira mais votada no primeiro turno da eleição presidencial realizada no domingo.
– Não adianta apenas ter declaração de intenção. As pessoas têm que entender o que as urnas estão dizendo – afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente, acrescentando que a plataforma defendida por sua candidatura e por seu partido será apresentada para Serra e para Dilma.
A ex-candidata reiterou que uma decisão sobre um eventual apoio no segundo turno será tomada após consulta a todos os setores de seu partido. Perguntada se pretende seguir a posição do PV após a consulta, Marina respondeu que:
– Vou me submeter a esse processo – e não deu mais detalhes.
Marina foi a candidata que mais cresceu na reta final para o primeiro turno e, no domingo, conseguiu votação bastante superior ao que vinha sendo apontado pelas pesquisas de intenção de voto antes da eleição. O desempenho da verde, apontado como um dos fatores que impediram vitória de Dilma já no domingo e que provocou o segundo turno, fez que com Marina passasse a ser cortejada por PT e PSDB, que buscam o apoio da ex-ministra de olho na parcela do eleitorado conquistada por ela.
– Eu nem estou colocando essa palavra apoio ou não apoio. Estou colocando a palavra posição – disse.
Ao ser questionada se participaria da propaganda eleitoral do candidato que eventualmente decidir apoiar, Marina respondeu:
– Quando eu decidir a minha posição em relação a esse processo, ela será de conhecimento dos brasileiros e dos candidatos. O que eu vou fazer com ela, eu vou decidir depois.
Marina reclamou também dos institutos de pesquisa, e deu a entender que as sondagens impediram que ela obtivesse mais votos.
– Eu diria que foi um problema, porque muita gente se referenciava nas pesquisas – avaliou.
Para a ex-ministra, os institutos não capturaram "metodologicamente o que se via nas ruas".
Marina condiciona apoio a um dos presidenciáveis ao programa do PV
Ex-candidata do PV à Presidência, Marina Silva disse nesta quarta-feira que seu apoio a Dilma Rousseff (PT) ou a José Serra (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, se houver, será dado em bases programáticas.
Quarta, 06 de Outubro de 2010 às 09:41, por: CdB
Ex-candidata do PV à Presidência, Marina Silva disse nesta quarta-feira que seu apoio a Dilma Rousseff (PT) ou a José Serra (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, se houver, será dado em bases programáticas.
– Nós não podemos nos apequenar a uma discussão de conveniência – disse Marina em entrevista à rádio paulistana Jovem Pan.
Marina teve quase 20 milhões de votos e foi a terceira mais votada no primeiro turno da eleição presidencial realizada no domingo.
– Não adianta apenas ter declaração de intenção. As pessoas têm que entender o que as urnas estão dizendo – afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente, acrescentando que a plataforma defendida por sua candidatura e por seu partido será apresentada para Serra e para Dilma.
A ex-candidata reiterou que uma decisão sobre um eventual apoio no segundo turno será tomada após consulta a todos os setores de seu partido. Perguntada se pretende seguir a posição do PV após a consulta, Marina respondeu que:
– Vou me submeter a esse processo – e não deu mais detalhes.
Marina foi a candidata que mais cresceu na reta final para o primeiro turno e, no domingo, conseguiu votação bastante superior ao que vinha sendo apontado pelas pesquisas de intenção de voto antes da eleição. O desempenho da verde, apontado como um dos fatores que impediram vitória de Dilma já no domingo e que provocou o segundo turno, fez que com Marina passasse a ser cortejada por PT e PSDB, que buscam o apoio da ex-ministra de olho na parcela do eleitorado conquistada por ela.
– Eu nem estou colocando essa palavra apoio ou não apoio. Estou colocando a palavra posição – disse.
Ao ser questionada se participaria da propaganda eleitoral do candidato que eventualmente decidir apoiar, Marina respondeu:
– Quando eu decidir a minha posição em relação a esse processo, ela será de conhecimento dos brasileiros e dos candidatos. O que eu vou fazer com ela, eu vou decidir depois.
Marina reclamou também dos institutos de pesquisa, e deu a entender que as sondagens impediram que ela obtivesse mais votos.
– Eu diria que foi um problema, porque muita gente se referenciava nas pesquisas – avaliou.
Para a ex-ministra, os institutos não capturaram "metodologicamente o que se via nas ruas".