O Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, e a Companhia Vale do Rio Doce, através da subsidiária Companhia Portuária Baía de Sepetiba, irão reflorestar 160 mil metros quadrados de matas ciliares às margens do Rio Guandu, em Queimados, na Baixada Fluminense. O replantio faz parte de uma contrapartida imposta à empresa por desmatar quatro hectares em área do entorno do Porto de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio.
Serão 40 mil mudas de espécies nativas de Mata Atlântica que ajudarão na melhoria da qualidade da água que desemboca na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu e que abastece cerca de nove milhões de pessoas no Rio e na Região Metropolitana. O reflorestamento, que deverá ter início ainda este ano, irá se juntar aos 20 mil metros quadrados que estão sendo replantados pelo IEF em Nova Iguaçu, como parte do projeto Muda Guandu.
- As matas ciliares recompostas ajudam a evitar o assoreamento dos rios e, com isso, melhoram a qualidade da água. Por isso, vamos levar o projeto para outras áreas na beira do Guandu e seus afluentes - comenta o presidente do IEF, Mauricio Lobo.
O Muda Guandu foi implantado por 20 apenados remunerados pela Fundação Santa Cabrini, da Secretaria de Administração Penitenciária, em 2003. Eles foram responsáveis pelo replantio de cinco mil mudas em terreno localizado no bairro de Campo Lindo. Hoje, funcionários da Geocoop Cooperativa de Trabalho permanecem de segunda a sexta-feira no local cuidando da manutenção da área.
O projeto prevê ainda a implantação de 400 mil metros quadrados de reflorestamento às margens do Rio Santana, afluente do Guandu, nos assentamentos Paes Leme, em Japeri, e Campo Alegre, em Queimados. Em Nova Iguaçu, mais 20 mil metros quadrados deverão ser implantados pelo IEF na área de Campo Lindo. Ao todo, o Muda Guandu será responsável pelo replantio de 150 mil mudas em 600 mil metros quadrados de matas ciliares.