Rio de Janeiro, 01 de Fevereiro de 2026

Margarinas unem Unilever e Perdigão

Segunda, 25 de Junho de 2007 às 08:58, por: CdB

A multinacional Unilever e a brasileira Perdigão anunciaram nesta segunda-feira a formalização de uma joint-venture para gestão das marcas de margarinas Becel e Becel ProActiv. Segundo o comunicado ao mercado, o negócio é uma iniciativa local, restrita à Unilever Brasil.

A Unilever deve licenciar as duas marcas para a nova joint-venture, que ainda terá a responsabilidade de colocar no mercado "produtos com alto valor agregador e destinados principalmente a consumidores que se preocupam com a saúde do coração", conforme relatam as empresas, em comunicado ao mercado.

A Perdigão, por sua parte, deve colocar à disposição sua estrutura de produção, vendas e distribuição. A Unilever também deve contribuir abrindo sua área de pesquisa em tecnologia de alimentos para saúde cardiovascular.

A aliança entre as duas empresas inclui ainda a venda das marcas Doriana, Delicata e Claybom (margarinas) da Unilever para a Perdigão, além da estrutura de produção localizada em Valinhos, no interior de São Paulo. A planta de Valinhos deve unificar a produção os itens dessas três marcas além da própria Becel.

"Margarina é um produto de total sinergia com a cadeia de refrigerados e congelados, fabricados e distribuídos pela Perdigão", avalia a empresa brasileira em comunicado.

A Perdigão pagará R$ 77 milhões em dinheiro pela compra de três marcas de margarina da Unilever. A produção das marcas continuará a ser feita na fábrica da Unilever em Valinhos, onde também são produzidos sabonetes e sorvetes, devido à impossibilidade de separar a produção de margarina dos demais produtos.

Como parte de seu plano de expansão até 2011, a Perdigão investirá R$ 206 milhões em logística, para dobrar sua capacidade de distribuição de 27 mil toneladas para 54 mil toneladas. Cerca de 85% dos investimentos serão feitos com recursos próprios e o restante pelos distribuidores terceirizados.

Após a aquisição das operações de margarina, a Perdigão ainda tem R$ 400 milhões para investir em novos ativos. No final do ano passado, ela captou R$ 800 milhões em uma oferta pública.

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