O desembargador Marcus Faver deixará o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, já que ele completa 70 anos de idade no próximo dia 5. Faver foi homenageado nesta segunda-feira pelo Órgão Especial do Tribunal e recebeu a Medalha de Honra da Magistratura Fluminense das mãos do presidente do TJ do Rio, desembargador Luiz Zveiter.
“Marcus Faver é um daqueles que se tornam inesquecíveis por tudo o que fez por este tribunal e pela Justiça brasileira. Os magistrados do Rio de Janeiro têm a honra de homenageá-lo pelo trabalho desempenhado, sobretudo no âmbito do Direito Civil e Processual Civil”, destacou o desembargador Murta Ribeiro, ex-presidente do TJ.
O desembargador Sérgio Verani também foi um dos que fez questão de homenagear o magistrado, principalmente porque, além de colegas de trabalho, eles são primos. “Sinto-me no dever de fazer esta manifestação porque, para mim, foi uma grande honra de tê-lo como companheiro aqui no Órgão Especial. Suas principais características são: seriedade, competência e preocupação com a questão pública”, salientou o desembargador Verani.
Ao agradecer a homenagem, o desembargador Marcus Faver lembrou a sua trajetória de vida e contou que fez o concurso para magistratura em 1968, por absoluta vocação. “Fiz porque acredito no Direito e na política, pois ambas as ciências se preocupam com o bem-estar das pessoas em sociedade”, disse. Ele ressaltou que seus pronunciamentos no Órgão Especial e em toda sua carreira na magistratura foram sempre baseados na música e na poesia. “Sempre fiz isso porque os cantores e poetas conseguem dizer em poucas palavras o que às vezes volumes escritos não conseguem”, destacou.
O magistrado se despediu de seus pares dizendo que irá embora com saudade, mas com a certeza de que cumpriu o seu dever, pois procurou fazer o melhor que pôde para o bem da Justiça. Em um gesto simbólico, o desembargador José Mota Filho se ofereceu para acompanhá-lo até seu gabinete.
Antes de entrar para a magistratura, Marcus Faver atuou como advogado e foi eleito por duas vezes vereador da cidade de Miracema, no interior do Estado do Rio, em 1962 e 1966. Magistrado há 41 anos, o desembargador foi presidente do TJRJ, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Recentemente, ele foi reeleito presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil.
Pelo regimento Código de Organização e Distribuição Judiciária do Rio (Codjerj), aos 70 anos o desembargador precisa se aposentar dentro da lei que trata sobre aposentadoria compulsória.