Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Marcos Valério rebate acusação de evasão fiscal

Após oito horas de depoimento à Polícia Federal, o empresário Marcos Valério negou as acusações de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal.O empresário explicou que o pagamento feito ao publicitário Duda Mendonça foi realizado no Brasil. (Leia Mais)

Terça, 06 de Setembro de 2005 às 08:32, por: CdB

Após oito horas de depoimento à Polícia Federal, o empresário Marcos Valério negou as acusações de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal.

- Nunca lavei dinheiro. Meu dinheiro tem origem, os empréstimos bancários, e destino, que são as pessoas que estão na lista - disse em entrevista sobre o documento que apresentou à polícia contendo os nomes de pessoas que sacaram dinheiro de suas contas.

O empresário explicou que o pagamento feito ao publicitário Duda Mendonça foi realizado no Brasil, de acordo com orientações que me foram dadas, na época, pela Zilmar [Fernandes, sócia de Duda Mendonça].

Em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios, o publicitário havia afirmado que Valério teria sugerido a ele a abertura de contas bancárias no exterior para "facilitar" o recebimento de aproximadamente R$ 10 milhões.

Após o depoimento, Valério voltou a dizer que  não tinha condições de autorizar ou mandar alguém criar conta, "isso é especulação e não condiz com a verdade". E revelou ter pago R$ 15,5 milhões a Duda Mendonça no Brasil, em cheques que foram sacados da sua conta. Marcos Valério negou ainda ter acionado doleiros para fazer o serviço.

O empresário voltou a afirmar também que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não tinha conhecimento do seu relacionamento com o PT e com o ex-tesoureiro Delúbio Soares: - Eu nunca tive contato com o presidente, nunca tive qualquer informação que me levasse a crer que o presidente sabia disso. O presidente não tem nada a ver com isso.

Sobre operações de pagamentos fora do país indicadas pelo PT, reafirmou que o PT nunca  solicitou envio de recursos para o exterior.

E em relação à empresa Bônus-Banval, Valério disse que não tinha interesse em comprá-la, como afirmou o dono da empresa Enivaldo Quadrado em depoimento à polícia e à CPI dos Correios. As transações por meio da corretora, esclareceu, foram feitas a pedido de Delúbio Soares.

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