Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2026

Marcos Valério nega envolvimento em crimes fiscais, diz advogado

O publicitário Marcos Valério de Souza nega ter feito parte da quadrilha que extorquia empresários com débitos fiscais e fazia operações ilegais para o desembraço de mercadorias no Porto de Santos. Ele está preso em regime temporário na carceragem da Polícia Federal em São Paulo. (leia mais)

Domingo, 12 de Outubro de 2008 às 09:09, por: CdB

O publicitário Marcos Valério de Souza nega ter feito parte da quadrilha que extorquia empresários com débitos fiscais e fazia operações ilegais para o desembraço de mercadorias no Porto de Santos. Ele está preso em regime temporário na carceragem da Polícia Federal em São Paulo desde a última sexta-feira, quando a Operação Avalanche, da PF, começou a desarticular o bando, que agia em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, informou hoje que antes de tomar conhecimento do processo, composto de 19 volumes e 4 mil páginas, não irá tomar nenhuma providência. Ele acredita que na próxima segunda-feira, ou no máximo terça, conseguirá ler as peças e separar a parte que se refere ao cliente dele.

Questionado sobre o envolvimento de Marcos Valério, o advogado afirmou que "ele alegou não ter tido nenhuma participação”, disse.

A acusação que pesa sobre Valério é de que ele agiu para neutralizar uma autuação por sonegação fiscal no valor de R$ 100 milhões contra a Cervejaria Petrópolis, desqualificando os fiscais que aplicaram a penalização (Eduardo Friedman e Antonio Carlos) por meio de falsas denúncias que originaram a instauração de inquérito policial na Polícia Federal em Santos.

Com a ajuda de um sócio, Rogério Tolentino, Valério teria coordenado o plano, que contava ainda com a participação dos advogados Ildeu da Cunha Pereira, Eloá Leonor da Cunha Velloso e dos policiais federais Paulo Endo e Daniel Ruiz Balde, ambos aposentados, além do delegado Silvio Oliveira Salazar. Além disso, o empresário mineiro teria oferecido dinheiro a jornalistas e empresas de comunicação para desmoralizar publicamente os fiscais, acusados indevidamente de praticar crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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