Leonardo Prado"Se todos os brasileiros fossem dignos de honra e honestidade, teríamos um Brasil bem melhor". Veja fotos de todas as mensagens no Facebook da Rádio Câmara.
A enfermeira Francisca Alrileide Guerra, filha do operário cearense José Silva Guerra, esteve nesta terça-feira com o presidente da Câmara, Marco Maia. Guerra trabalhou na construção do prédio do Congresso Nacional e deixou a seguinte mensagem na parede de um vão que fica ao lado da cúpula da Câmara: "Que os homens de amanhã que aqui vierem tenham compaixão dos nossos filhos e que a lei se cumpra".
Alrileide foi ontem ver a mensagem, escrita em 22 de abril de 1959. Nessa época, Guerra tinha apenas o primeiro dos 12 filhos, que havia ficado com a mãe, no Ceará. Ele era caminhoneiro e trazia operários para trabalhar na construção de Brasília, os chamados candangos. Depois, juntou-se a eles na construção do Congresso. Guerra morreu no ano passado, aos 81 anos.
“A frase que ele deixou escrita é totalmente coerente com a vida dele. Uma vida de muito trabalho e preocupação com futuro”, disse ela.
Marco Maia perguntou sobre o destino dos filhos de Guerra. Ela disse que seis moram em Sâo Paulo, quatro no Maranhão e dois em Joinville (inclusive ela). O deputado disse ainda que analisa a possibilidade de deixar aberto para visitação o espaço onde foram encontradas as mensagens dos operários. Ele elogiou os funcionários que fizeram a descoberta e tiveram a iniciativa de informar o fato aos seus superiores.
Alrileide, que tem 41 anos, estava acompanhada de uma sobrinha, Daniela Guerra, neta do operário, que é diplomata.
Reportagem – Sílvia Mugnatto /Rádio CâmaraEdição - Wilson Silveira