Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Marco Maciel pode substituir Roberto Marinho na ABL

Quarta, 13 de Agosto de 2003 às 20:06, por: CdB

A cadeira do jornalista e empresário Roberto Marinho, na Academia Brasileira de Letras, será declarada vaga nesta quarta-feira, na Sessão da Saudade, mas já tem dono provável: o ex-presidente da República e atual senador Marco Maciel (PFL-PE).

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro nome lembrado, mas sua assessoria desconversa sobre o assunto.

Já Maciel, segundo alguns acadêmicos, distribuiu há tempos exemplares de seus dois livros a possíveis eleitores e conta com a simpatia de boa parte deles. O senador mantém seu estilo discreto ao abordar o assunto, até porque declarar-se candidato antes da Sessão da Saudade contraria a etiqueta da casa e fere de morte qualquer chance de imortalidade.

Sobre o assunto, ele divulga, por sua assessoria parlamentar, a seguinte declaração:

- Acho que a lembrança do meu nome é uma demonstração de apreço. Mas sei que o Brasil tem excelentes figuras e excelentes quadros. Não quero fazer nenhum comentário sobre isso porque ainda não é o momento. Tudo tem o seu tempo, não vamos colocar o depois antes do antes - diz.

Os acadêmicos, na verdade, sonhavam com o arquiteto Oscar Niemeyer ou com o escritor mineiro Fernando Sabino, ambos arredios à imortalidade. "Eles têm a vaidade da modéstia", disse um deles, que costuma acertar os prognósticos e até resultados de eleições, mas só fala no anonimato.

- Fernando Henrique não quer se candidatar e certamente não teria o voto do José Sarney. Portanto, Maciel deve ser candidato único - disse o acadêmico, que é complementado por outro acadêmico, sob a mesma condição: "Tem gente que diz que é preciso um nome à altura do Roberto Marinho para substituí-lo, mas a própria Academia engrandece os candidatos."

O escritor Marcos Madeira diz que "pouca gente sabe que ele é um bom ensaísta e professor de Direito Internacional da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)".

Maciel publicou dois livros acadêmicos, ambos pela José Olympio, Educação Liberalismo, em 1987, e Idéias Liberais e Realidade Brasileira, em 1989, ambos esgotados. Eles fazem parte do catálogo da editora, hoje parte do conglomerado da Record, ou seja, basta haver demanda que podem ser reeditados.

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