O policial civil Marco Lira, ex-presidente da escola de samba Viradouro, foi preso nesta terça-feira, em sua casa, no bairro Camboinhas, Niterói, por policiais da 76ª DP (Centro de Niterói). Lira é acusado pelo crime de desobediência por não ter comparecido a seis intimações para depor em inquérito que investiga a apreensão, ocorrida em 2006, de 17 máquinas de caça-níquel em um bar dele, em Niterói. Marco Lira ficará preso em Bangu 8.
O mandado de prisão foi expedido na noite de segunda-feira pelo Juizado Especial Criminal (Jecrim). Em depoimento ao delegado responsável pelo caso, Luiz Antônio Businaro, Lira alegou motivos de saúde e compromissos de carnaval para ter faltado aos depoimentos. Ainda segundo Lira, ele tinha um mandado de segurança que permitia a exploração das máquinas.
Há uma semana, um carro da Viradouro, que estava no barracão da Inocentes de Belford Roxo, no Santo Cristo, foi incendiado. Na ocasião, o novo vice-presidente da escola, Rildo Seixas, disse acreditar que a agremiação de Niterói fora vítima de um atentado praticado por alguém "que não quer o bem da escola".
O carro da Viradouro estava no barracão da escola da Baixada Fluminense, que fica próximo à Cidade do Samba, desde o início do mês. Com o rebaixamento da Viradouro, neste carnaval, a escola ficou sem espaço na Cidade do Samba e contou com a solidariedade da Inocentes, que cedeu espaço para os carros alegóricos.
Em janeiro de 2008, Marco Lira, então com 44 anos, foi baleado um tiro no abdômen e na perna esquerda, abaixo do joelho. Na ocasião, ele alegou ter sido atingido ao reagir a uma tentativa de assalto quando deixava a quadra da escola no Barreto, em Niterói.