O presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta segunda-feira, após reunião de integrantes do Diretório Nacional com o ministro de Relações Internacionais, Traso Genro, que o partido pode abdicar de ter um concorrente na disputa pela presidência da Câmara caso os aliados cheguem a um consenso acerca de um único nome.
- O PT não vai decidir sozinho. A eleição será uma discussão entre os aliados para encontrar um nome comum. Não há necessidade de conflito nesse debate -, disse Marco Aurélio.
O nome do PT é o líder do governo deputado, Arlindo Chinaglia ( SP), mas a postulação encontra resistência em outros partidos, como o PMDB, que elegeu a maior bancada e reivindica fazer o sucessor de Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
- O PT tem candidato e vai decidir se vai mantê-lo ou não depois. Isso vai depender da evolução do quadro político, até porque o PT nunca foi (intransigente nessa área) -, disse o presidente petista.
A argumentação dos petistas para disputar a Câmara baseia-se no fato de que o PMDB não poderia comandar as duas Casas do Congresso, já que o senador Renan Calheiros (AL) quer ser reconduzido ao cargo de presidente do Senado. O Palácio do Planalto deseja que o PT não cause problemas na sucessão da Câmara por temer a repetição do episódio que levou à vitória de Severino Cavalcanti (PP-PE) em 2005. Na época, o PT lançou dois candidatos, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Virgílio Guimarães (MG), desagregou a base aliada e foi derrotado.
Marco Aurélio reconhece a necessidade de uma articulação para não repetir o fracasso.
- 2005 foi uma lição para todos nós. Não queremos repetir o episódio obscuro e complicado -, disse o petista.
Marco Aurélio Garcia diz que PT pode abdicar de disputa na Câmara
Segunda, 27 de Novembro de 2006 às 15:13, por: CdB