O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello defendeu, nesta segunda-feira, a decisão do ministro Cezar Peluso de desmembrar o inquérito que investiga o esquema de exploração de jogo ilegal e venda de decisões judiciais a donos de bingos e máquinas caça-níqueis.
No sábado, Peluso determinou que os três magistrados e o procurador presos na Operação Furacão fossem libertados. No mesmo dia, os desembargadores José Ricardo de Siqueira Regueira e José Eduardo Carreira Alvim e o procurador do Rio de Janeiro João Sérgio Leal Pereira deixaram a carceragem da PF em Brasília.
O juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas Ernesto Dória não pôde sair porque foi preso em flagrante. Ele foi solto na madrugada desta segunda-feira após conseguir um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na avaliação de Marco Aurélio, a decisão de Peluso não foi corporativista.
- De forma alguma, não há corporativismo. A atuação judicante é uma atuação que se faz sem se levar em conta a capa do processo, os envolvidos. O que se considera é o conteúdo do processo -, disse.
Marco Aurélio disse, também, não acreditar que essa decisão possa atrapalhar o rumo das investigações.
- Não podemos presumir o excepcional, o extravagante, o absurdo, que é a interferência indevida, principalmente quando os holofotes estão direcionados a essas pessoas -, declarou.
Marco Aurélio apóia inquérito desmembrado da Operação Furacão
Segunda, 23 de Abril de 2007 às 12:57, por: CdB