SANTIAGO DO CHILE, 25 AGO (ANSA) - As marchas previstas para o segundo dia da paralisação nacional convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) já tiveram início com a concentração de milhares de pessoas em distintos pontos da capital Santiago.
As manifestações, programadas para ter origem em quatro diferentes locais - Estación Central, San Diego/Placer, Estación Mapocho e Plaza Itália -, devem culminar em uma das esquinas da Alameda, principal avenida da cidade, em um ato cultural.
Apesar disso, apenas três das quatro passeatas foram autorizadas pela prefeitura. A marcha que seguiria por toda a extensão da Alameda foi impedida de ser realizada pela polícia. Os manifestantes respeitaram a decisão para evitar um enfrentamento com os agentes de segurança e seguem um itinerário diferente.
A imprensa local faz um relato minuto a minuto dos protestos e já aponta que em um dos locais de concentração, a Estación Mapucho, mais de 4 mil manifestantes estão reunidos.
Pela primeira vez desde o início dos protestos a favor de uma educação gratuita e de qualidade, em junho, se juntaram ao movimento dirigentes políticos, entre os quais o presidente do Partido Socialista, Osvaldo Andrade, e o deputado Carlos Montes, também dessa legenda. Além disso, o ativista dos direitos humanos e ex-candidato à Presidência Tomás Hirsch e a ambientalista Sara Larraín também se uniram à marcha.
Assim como ontem, este segundo dia de paralisação se iniciou com várias barricadas erguidas em áreas distintas de Santiago.
A prefeita de Santiago, Cecilia Pérez, pediu às "lideranças responsáveis" para que o resultado da marcha seja como a que houve na semana passada, ou seja, pacífica e convocando o respeito à população.
Hoje, as autoridades chilenas divulgaram o balanço do primeiro dia da paralisação de 48 horas. Foram registrados saques, incêndios e uma tentativa de assalto a um quartel policial. Além disso, 42 policiais ficaram feridos, 108 pessoas foram presas, 285 ônibus foram danificados e 60 semáforos destruídos.
Na região norte da capital, que chegou a ficar sem luz, os incidentes foram controlados pela polícia com o uso de gás lacrimogêneo contra os cerca de 300 manifestantes.
Também houve disparos contra um quartel da polícia que feriram sem gravidade o major Rodolfo Kuntsmann. Outros dois agentes também foram baleados.O ministro dos Transportes, Pedro Pablo Errázuriz, disse que sua preocupação é ter ônibus suficientes que possam substituir os 285 danificados e, assim, garantir a normalidade do transporte público na cidade. Ele também falou sobre as dificuldades do tráfego em Santiago por conta dos 60 semáforos que não estão funcionando. (ANSA)
MARCHAS PROGRAMADAS PARA SEGUNDO DIA DE PARALISAÇÃO NO CHILE TÊM INÍCIO
Quinta, 25 de Agosto de 2011 às 05:47, por: CdB