Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

MARCHAS PROGRAMADAS PARA SEGUNDO DIA DE PARALISAÇÃO NO CHILE TÊM INÍCIO

Quinta, 25 de Agosto de 2011 às 05:47, por: CdB

SANTIAGO DO CHILE, 25 AGO (ANSA) - As marchas previstas para o segundo dia da paralisação nacional convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) já tiveram início com a concentração de milhares de pessoas em distintos pontos da capital Santiago.
   
As manifestações, programadas para ter origem em quatro diferentes locais - Estación Central, San Diego/Placer, Estación Mapocho e Plaza Itália -, devem culminar em uma das esquinas da Alameda, principal avenida da cidade, em um ato cultural.
   
Apesar disso, apenas três das quatro passeatas foram autorizadas pela prefeitura. A marcha que seguiria por toda a extensão da Alameda foi impedida de ser realizada pela polícia. Os manifestantes respeitaram a decisão para evitar um enfrentamento com os agentes de segurança e seguem um itinerário diferente.
   
A imprensa local faz um relato minuto a minuto dos protestos e já aponta que em um dos locais de concentração, a Estación Mapucho, mais de 4 mil manifestantes estão reunidos.
   
Pela primeira vez desde o início dos protestos a favor de uma educação gratuita e de qualidade, em junho, se juntaram ao movimento dirigentes políticos, entre os quais o presidente do Partido Socialista, Osvaldo Andrade, e o deputado Carlos Montes, também dessa legenda. Além disso, o ativista dos direitos humanos e ex-candidato à Presidência Tomás Hirsch e a ambientalista Sara Larraín também se uniram à marcha.
   
Assim como ontem, este segundo dia de paralisação se iniciou com várias barricadas erguidas em áreas distintas de Santiago.
   
A prefeita de Santiago, Cecilia Pérez, pediu às "lideranças responsáveis" para que o resultado da marcha seja como a que houve na semana passada, ou seja, pacífica e convocando o respeito à população.
   
Hoje, as autoridades chilenas divulgaram o balanço do primeiro dia da paralisação de 48 horas. Foram registrados saques, incêndios e uma tentativa de assalto a um quartel policial. Além disso, 42 policiais ficaram feridos, 108 pessoas foram presas, 285 ônibus foram danificados e 60 semáforos destruídos.
   
Na região norte da capital, que chegou a ficar sem luz, os incidentes foram controlados pela polícia com o uso de gás lacrimogêneo contra os cerca de 300 manifestantes.
   
Também houve disparos contra um quartel da polícia que feriram sem gravidade o major Rodolfo Kuntsmann. Outros dois agentes também foram baleados.O ministro dos Transportes, Pedro Pablo Errázuriz, disse que sua preocupação é ter ônibus suficientes que possam substituir os 285 danificados e, assim, garantir a normalidade do transporte público na cidade. Ele também falou sobre as dificuldades do tráfego em Santiago por conta dos 60 semáforos que não estão funcionando. (ANSA)

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