SANTIAGO, 1 JUL (ANSA) - Cerca de 400 mil pessoas se mobilizaram ontem em seis cidades do país durante uma manifestação convocada pela Confederação de Federações de Estudantes do Chile e pelo Colégio de Professores, segundo o balanço entregue por ambas as organizações.
Líder do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, afirmou que o movimento "vai continuar" e anunciou que já está sendo preparada uma nova marcha nacional que pedirá a renúncia do ministro da Educação, Joaquín Lavín.
Segundo ele, essa "foi uma jornada de sucesso, monumental, grandiosa, de caráter nacional".
A maioria dos manifestantes, que ocuparam a principal avenida da capital Santiago, é composta por estudantes universitários e secundários, além de professores e funcionários públicos, que lutam por melhores condições de trabalho e salário. Entre eles, se destacaram parlamentares e prefeitos de oposição.
A marcha só foi interrompida quando um grupo de cerca de 100 pessoas tentou saquear um supermercado, uma farmácia e uma loja de celulares e houve a interferência da polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.
Ontem à noite, depois de encerrados os protestos, o presidente do país, Sebastián Piñera, convocou vários ministros para analisar a marcha e estudar um projeto com o qual o governo espera superar o conflito.
Segundo o subsecretário chileno da Educação, Fernando Rojas, o projeto de reforma da educação será anunciado nos próximos dias e estará centrado no "financiamento estudantil. (ANSA)
MARCHAS PELA EDUCAÇÃO NO CHILE REÚNEM 400 MIL PESSOAS
Sexta, 01 de Julho de 2011 às 08:47, por: CdB