As pessoas presentes fizeram uma caminhada de cerca de 3 km - conhecida como a Marcha da Vida - entre o ex-campo de extermínio de Auschwitz e outro campo nazista, o de Birkenau.
Cerca de 1 milhão de pessoas, a maioria judeus, morreram em câmaras de gás e foram queimadas em fornos crematórios nesses campos. Estima-se em cerca de 6 milhões o número total de judeus mortos pelo regime nazista da Alemanha.
Os organizadores da marcha afirmam que este ano registrou um número recorde de participantes - em parte porque 2005 marca os 60 anos da libertação dos campos pelas tropas soviéticas e também do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).
"Lembrem-se das vítimas e lembrem-se dos assassinatos. Lembrem-se de como milhões de judeus foram mortos e de como o mundo permaneceu em silêncio", disse Sharon em seu discurso.
"O mundo não se envolveu, ficou em silêncio. Lembrem-se. Vocês são jovens judeus livres", acrescentou, dirigindo-se à multidão.
Sobreviventes
Além de Sharon, os primeiros-ministros da Polônia e da Hungria também viajaram ao local para o evento.
O chefe de governo israelense levou em sua comitiva 20 sobreviventes do Holocausto e 20 netos desses sobreviventes, que atualmente atuam no Exército de Israel.
O correspondente da BBC em Varsóvia Adam Easton observa que a cerimônia acontece num momento em que há um aumento no número de atos anti-semitas registrados em toda a Europa.
Um dos objetivos da Marcha da Vida deste ano era promover encontros e aproximar jovens poloneses e israelenses.
O evento já foi criticado em anos anteriores pelas autoridades polonesas, que diziam que a marcha promovia a imagem de uma Polônia hostil aos judeus.