Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Marcha da Liberdade em São Paulo reúne 2,5 mil pessoas por regulação de armas menos letais

Sábado, 18 de Junho de 2011 às 11:10, por: CdB
Marcha da Liberdade em São Paulo reúne 2,5 mil pessoas por regulação de armas menos letais

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

Publicado em 18/06/2011, 16:57

Última atualização às 16:57

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São Paulo - A versão paulistana da Marcha da Liberdade, neste sábado (18), na avenida Paulista, contou com 2,5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar (PM). Marcada desde o fim de maio, o ato ocorreu na semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) assegurou o direito à liberdade de expressão para defender a discriminalização das drogas. Pacífica, a repressão contra manifestações do gênero foi alvo de protesto.

No mês passado, a Marcha da Maconha foi proibida em São Paulo, Brasília e outras cidades. Na capital paulista, os organizadores optaram por realizar uma manifestação por liberdade, mas a Polícia Militar decidiu impedir o ato. Na semana seguinte, uma nova marcha pediu direito à liberdade de expressão.

Os excessos da polícia mesmo em protestos pacíficos vinham sendo motivo de debate pelo menos desde o início do ano. Parte da série de manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo terminou com repressão pelos agentes de segurança, com abuso de bombas de efeito moral e spray de pimenta.

Os episódios levaram movimentos de defesa de direitos humanos a demandar, da Secretaria de Segurança Pública do estado, esclarecimentos sobre as instruções oferecidas aos policiais para o emprego do armamento não letal – ou menos letal, como definem os ativistas.

Marcos Zelic, do Tortura Nunca Mais de São Paulo, comemorou o fato de o tema ser colocado na linha de frente da marcha deste sábado. "É fundamental que a sociedade dê um passo a frente no respeito aos direitos humanos e discuta o emprego de armamento menos letal em manifestações de cunho social", resume.

A sentença do Supremo ofereceu, na visão dos organizadores, como um bom respaldo jurídico para a manifestação. "Abrimos um bom dialogo com a PM", sustenta Gabriela Moncau. A decisão do STF é uma vitória, apesar de a liberdade de expressão já estar garantida na Constituição", contextualiza.

Andre Takahashi, também organizador da marcha, afirma que a decisão da mais alta corte do país reflete a mobilização social. "A marcha acaba de cumprir um papel importante de assegurar a liberdade de expressão", pontua "É preciso lembrar que a decisão do STF é fruto da luta do povo e não da caridade dos 'juizes esclarecidos'", ressalta.

O fato é que a relação entre manifestantes e PM foi muito diferente do que ocorreu em maio. O major Marcelo Pignatari, um dos responsáveis pelo policiamento do local, deixa claro que o tom foi de tranquilidade. "Temos policiamento em todo entorno da Paulista para assegurar a manifestação. Se ela é legítima, ninguém pode obstrui-la."

Ao todo, mais de 40 cidades tiveram suas marchas. Eles pediam liberdade de expressão, o fim do preconceito e da discriminação de raça, gênero e orientação sexual, além de melhores políticas de transporte público.

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