Marcelo Castro é escolhido candidato único do PMDB
Após mais de uma hora de reunião a portas fechadas, o PMDB escolheu o deputado e ex-ministro da Saúde, Marcelo Castro (PI), para ser o candidato único do partido na eleição à presidência da Câmara dos Deputados.
Com a escolha do nome de Castro, Fábio Ramalho será orientado a retirar a sua candidatura
Por Redação, com ABr - de Brasília:
Após mais de uma hora de reunião a portas fechadas, o PMDB escolheu o deputado e ex-ministro da Saúde, Marcelo Castro (PI), para ser o candidato único do partido na eleição à presidência da Câmara dos Deputados, após a renúncia de Eduardo Cunha, que é a legenda.
Marcelo Castro conquistou 28 votos e venceu Osmar Serraglio (PR)Marcelo Castro conquistou 28 votos e venceu o atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Osmar Serraglio (PR), no segundo turno de votação. No total, foram 46 votantes. O PMDB, que tem a maior bancada da Casa, tem 66 integrantes.
O deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) já havia se registrado para a disputa. Com a decisão, a orientação é que ele retire a candidatura.
Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse, nesta terça-feira, que “o governo trabalha com a ideia da base ter um candidato único” para a presidência da Câmara dos Deputados.
- Nós estamos trabalhando para que se tenha um só candidato. É possível construir [candidatura única]. Não tem por que nós criarmos a possibilidade de ter qualquer arranhão na base. Nós temos o projeto de um novo Brasil e esse novo Brasil passa por a gente ter condições de ter na Câmara a base que nós temos hoje. Não podemos correr riscos - disse o ministro.
Oposição
O clima em torno do novo comando da Casa fica mais acirrado após partidos de oposição anunciarem uma reunião na liderança do PT no início da tarde. O partido de Dilma decidiu não apoiar o nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que pode ser o décimo segundo candidato a se registrar oficialmente. Maia é apontado como uma alternativa a nomes mais ligados a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), porém o PT descartou a Maia, pois ele votou a favor do processo de impeachment de Dilma.
A confirmação do nome de Maia na disputa pode levar a uma possível divisão na base aliada a Michel Temer.
- Temer me ligou para trocar ideias, mas nunca para declarar apoio a mim ou simpatia a outros candidatos - afirmou Rodrigo Maia.
Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira, Maia afirmou que a eleição será decidida voto a voto e disse que os candidatos terão que procurar e conquistar cada apoio na Casa.
Segundo o deputado, o novo presidente da Câmara precisa buscar um ambiente de diálogo e pacificar a Casa.
- Temos que devolver ao plenário a soberania dos votos - defendeu.
Da mesma linha política de Maia, está Rogério Rosso (PSD-DF) que foi o décimo a registrar candidatura na noite de segunda-feira. Líder do PSB, Rosso comandou a Comissão do Impeachment da presidenta Dilma Rousseff e é tido como um dos favoritos, entre os governistas, a ganhar a eleição.
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