O ex-astro do futebol argentino Diego Maradona, em sua primeira aparição pública desde que chegou ao seu país no final de semana saindo de Cuba, disse que esteve totalmente incomunicável na clínica da ilha caribenha onde está fazendo tratamento para a dependência de drogas.
- Estive num fechamento total e absoluto, saí uma vez, um pouquinho para a praia e depois não saí nunca mais (...) tive menos tempo que um alô - disse Maradona no final da noite desta segunda-feira em um programa humorístico da televisão Videomatch.
- Tinha muitíssima vontade de vir à Argentina. Quero dizer a todos os argentinos que não se preocupem que estou bem - destacou o ex-jogador de 44 anos.
Em abril deste ano Maradona sofreu uma crise cardíaca e se debateu 10 dias entre a vida e a morte em uma clínica da capital argentina. Depois da internação, ele foi levado pela família para uma instituição psiquiátrica nos arredores de Buenos Aires, que ele abandonou em setembro e viajou para Cuba para seguir o tratamento no Centro de Saúde Mental (Censam) de Havana.
Maradona, campeão mundial com a Argentina em 1986 no México, parecia animado e transpirou muito durante a entrevista, que durou mais de 40 minutos. Vestido com calça preta, camisa azul escura e com barba, Maradona falou sobre sua reabilitação, a Argentina, família, sobre o ex-técnico da seleção Marcelo Bielsa e seu sucessor, Néstor Pekerman, e sobre o ataque de jornalistas que está sendo submetido desde sua chegada ao país.
- Fui (a Cuba) fazer isso (o tratamento) para confirmar o que havia feito aqui em Buenos Aires. Estou esperando somente que os médicos se decidam pela alta - disse.
O ex-jogador, que brincou com uma bola depois da entrevista, disse que seu médico pessoal, Alfredo Cahe, que não concordou com a decisão de interromper o tratamento, "está mais louco que uma cabra."
-- Cahe ainda não me viu, estou tomando a medicação que trouxe de Cuba e temos que fazer um plano para ver o que decidem os médicos, se me dão ou não alta - disse ele.
Ele também se referiu à situação da Argentina e afirmou que o presidente argentino Néstor Kirchner "está fazendo as coisas bem, acho que estamos melhorando."