Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Maquinista revela que desconhecido pode ter acionado controles do trem

Um homem de macacão e mochila nas costas teria mexido (e depois fugido) nos controles da cabine do trem da Supervia que percorreu, desgovernado, quatro estações nesta segunda-feira. Esta afirmação foi feita pelo maquinista do trem, Márcio José Pereira, ao titular da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, Eduardo de Freitas.

Quarta, 20 de Janeiro de 2010 às 09:35, por: CdB

Um homem de macacão e mochila nas costas teria mexido (e depois fugido) nos controles da cabine do trem da Supervia que percorreu, desgovernado, quatro estações nesta segunda-feira. Esta afirmação foi feita pelo  maquinista do trem, Márcio José Pereira, ao titular da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, Eduardo de Freitas. O maquinista admitiu ainda durante o depoimento que estava fora da cabine quando a composição partiu.

- Houve uma falha do maquinista. O procedimento correto é fechar a cabine - apontou Freitas, que trabalha com as hipóteses de negligência, sabotagem ou vandalismo.

Equipes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) estão procurando outras testemunhas que ajudem a esclarecer o incidente com o trem. O delegado aguarda ainda o laudo da perícia técnica do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que sai em 30 dias.

Na opinião do presidente do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, Valmir de Lemos, existem duas possibilidades para que o trem tenha andado sem o maquinista: ou algum passageiro mexeu nos botões da cabine ou houve um problema no sistema de freio de ar da composição, que estava parada num declive.

O Ministério Público estadual enviou ofício nesta terça-feira para a SuperVia, a Agetransp, o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil e a Secretaria estadual de Transportes pedindo esclarecimentos sobre o ocorrido.

De acordo com o MP estadual, muitos passageiros estão entrando com reclamações contra a SuperVia. O Ministério Público pretende juntar estas reclamações à liminar que obriga a empresa concessionária a resolver seus problemas sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

O governador Sérgio Cabral descartou a possibilidade de fazer uma intervenção na SuperVia. Segundo Cabral, a busca pela qualidade é um processo permanente e não há solução mágica.

Tags:
Edições digital e impressa