Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Manutenção de alíquotas visa aumentar produção na indústria, segundo ministro

O governo federal decidiu manter como estão, até o fim deste ano, as alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos novos, segundo portaria publicada nesta terça-feira, no Diário Oficial. O IPI sobre veículos de até 1 mil cilindradas continuará em 3% até o fim de dezembro e não retornará à alíquota normal de 7%, como estava previsto para ocorrer a partir de 1o de julho.

Terça, 01 de Julho de 2014 às 06:11, por: CdB
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Para veículos flex com motores de 1 mil a 2 mil cilindradas, a alíquota continuará em 9%, em vez de ser elevada para 11%
O governo federal decidiu manter como estão, até o fim deste ano, as alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos novos, segundo portaria publicada nesta terça-feira, no Diário Oficial. O IPI sobre veículos de até 1 mil cilindradas continuará em 3% até o fim de dezembro e não retornará à alíquota normal de 7%, como estava previsto para ocorrer a partir de 1o de julho.
Para veículos flex com motores de 1 mil a 2 mil cilindradas, a alíquota continuará em 9%, em vez de ser elevada para 11%. No caso dos veículos com motores até 2.0 a gasolina, o IPI seguirá até o fim de dezembro em 10% e não será mais elevado para 13%.
Nos comerciais leves e nos veículos utilitários para transporte de carga, a alíquota será mantida em 3%, em vez de passar a entre 4% e 8%. A decisão do governo, anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ocorreu diante da fraqueza do setor automotivo neste ano, cujas vendas de carros e comerciais leves até sexta-feira passada acumularam queda anual de 8%.
No início de junho, Mantega chegou a afirmar que haveria aumento do IPI sobre veículos a partir de julho, mas acrescentou na ocasião que o tamanho da alta dependeria da situação do setor automotivo.
O governo usou pela primeira vez o recurso do IPI menor sobre veículos para mitigar os efeitos da crise econômica global de 2008 e 2009 sobre o setor automotivo, que representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Brasil.
Depois de ter sido recomposta, a alíquota do IPI sobre automóveis e comerciais leves foi novamente reduzida no fim de maio de 2012, com a finalidade mais uma vez de aquecer o consumo e estimular a economia. As alíquotas voltaram a ser elevadas no começo do ano passado e deveriam retornar aos níveis normais agora em 1º de julho, o que não ocorrerá.
Segundo o Mantega e o presidente da associação de montadoras de veículos Anfavea, Luiz Moan, a decisão desta segunda sobre as alíquotas do IPI foi decidida sob o compromisso do setor em manter o nível de emprego.
O governo Dilma Rousseff já adotou mais de 20 medidas de estímulos à economia desde 2011, com grandes renúncias fiscais e que não tiveram grandes efeitos. No ano passado, a economia brasileira cresceu 2,5% e, para este ano, a projeção de economistas é de que a expansão fique próxima a 1%.
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