Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

Mantega: Trabalhar contra a CPMF é 'dar tiro no pé'

Sexta, 28 de Setembro de 2007 às 13:47, por: CdB

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que a oposição vai “dar um tiro no pé” se não aprovar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
 
— Não se trata de interesse do governo. Nesse caso, é interesse do país e da própria oposição, porque se um dia a oposição se tornar governo, ela vai precisar desse tributo. Ela estaria dando um tiro no pé se apostasse ou trabalhasse contra esse tributo que é necessário hoje e será necessário no futuro —, afirmou o ministro.

Na capital paulista, Mantega voltou a dizer que a cobrança da CPMF é importante para os projetos e programas do governo.
 
— Não é correto dizer que está sobrando dinheiro no governo e que podemos abrir mão da CPMF. Isso é uma falsa idéia e eu posso demonstrar, a qualquer momento, que nós temos os recursos contados para pôr em prática todos os projetos que foram anunciados, como o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e os programas sociais que têm que continuar —, disse.

O ministro afirmou também que o governo pode caminhar para “uma flexibilização” depois da aprovação da CPMF e uma das alternativas seria a própria redução do tributo.
 
— Temos feito desoneração tributária em vários setores e vamos continuar fazendo —, disse.

Segundo Mantega, o fato do Senado ter rejeitado a criação da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo foi um “episódio isolado, já superado” e que não se deve repetir.
 
— Os senadores têm muito claro sobre a importância da CPMF para o país. Acredito na importância dessa secretaria. Ela vai olhar para o Brasil de 2020, 2030, quando o país será um dos cinco mais poderosos do mundo em termos econômicos —, afirmou. Mantega acrescentou que o governo já está providenciando meios para recriar a secretaria.
 
Entre as possibilidades, estão a criação de um ministério especial, a aprovação da secretaria por projeto de lei com urgência urgentíssima ou uma nova medida provisória (MP).

O ministro Guido Mantega participou de uma cerimônia no Pavilhão das Autoridades, no aeroporto de Congonhas, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi presenteado com uma peça comemorativa pelas 50 milhões de unidades produzidas pela indústria automobilística nacional entre janeiro de 1957 e maio deste ano. A peça foi entregue pelos presidentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, e da Associação Nacional dos Transportes de Cargas e Logística (NTC), Geraldo Aguiar de Brito Vianna.

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