Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Mantega: superávit e crescimento

Terça, 26 de Julho de 2011 às 06:24, por: CdB

Os números anunciados pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, desmentem os críticos de sempres no que diz respeito ao superávit e, particularmente, no que tange ao crescimento das despesas, quando confrontado à evolução dos gastos públicos e do crédito.

Em um almoço com empresários, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), em São Paulo, Mantega ressaltou a importância do resultado do superávit primário de janeiro a junho deste ano de R$ 55,52 bi, mais que duas vezes o registrado no primeiro semestre do ano passado, de R$ 24,89 bi.

Em resumo, o que deixou claro é que, ainda que as despesas tenham crescido, o ritmo de expansão da arrecadação é significativamente menor que o das receitas. De acordo com Mantega, a arrecadação subiu 19,3% de janeiro a junho deste ano ante os 10,8% de avanço das despesas. Em comparação, este ano a situação é ainda mais confortável que a do ano passado, quando, durante o primeiro semestre de 2010, as receitas e despesas praticamente empataram: subiram 19,2% ante avanço de 18,2% dos gastos públicos.

Contas sempre no azul

"Temos como princípio que as despesas cresçam menos do que o avanço registrado pela economia (PIB)", resumiu o ministro. Para ele, o crescimento da economia é sustentável e deverá chegar a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Mantega frisou que o Brasil acompanha o ritmo de avanço de atividade dos mercados emergentes. Esses países continuarão a ser, nos próximos anos, o principal motor a puxar a economia mundial, crescendo mais que 4% em 2011, informou.

Mantega também descartou outra crítica: a de que haja superaquecimento da economia com um crescimento do PIB de 4,5%. "Os países avançados devem estar com inveja da trajetória do Brasil", disse. O ministro foi categórico, ainda, ao descartar a existência de uma suposta bolha de crédito no País. Ele informou que, de fato, o setor está em expansão, mas a um ritmo ao redor de 15% ao ano, inferior ao registrado em 2010.

Só para ser didático, vamos recapitular as mensagens do ministro: ao contrário do que dizem os críticos o Brasil vai continuar a crescer. Isso se dará sem que o crescimento das despesas com os gastos públicos seja maior que a expansão da arrecadação. Tudo sem perder controle do crescimento do crédito. E sem recessão, criando emprego e renda. A nossa economia se expandirá pelo menos 4%, dentro da média mundial dos emergentes, já que todos tomaram medidas contra a inflação, fruto em parte da situação internacional.

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