Os números anunciados pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, desmentem os críticos de sempres no que diz respeito ao superávit e, particularmente, no que tange ao crescimento das despesas, quando confrontado à evolução dos gastos públicos e do crédito.
Em um almoço com empresários, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), em São Paulo, Mantega ressaltou a importância do resultado do superávit primário de janeiro a junho deste ano de R$ 55,52 bi, mais que duas vezes o registrado no primeiro semestre do ano passado, de R$ 24,89 bi.
Em resumo, o que deixou claro é que, ainda que as despesas tenham crescido, o ritmo de expansão da arrecadação é significativamente menor que o das receitas. De acordo com Mantega, a arrecadação subiu 19,3% de janeiro a junho deste ano ante os 10,8% de avanço das despesas. Em comparação, este ano a situação é ainda mais confortável que a do ano passado, quando, durante o primeiro semestre de 2010, as receitas e despesas praticamente empataram: subiram 19,2% ante avanço de 18,2% dos gastos públicos.
Contas sempre no azul
"Temos como princípio que as despesas cresçam menos do que o avanço registrado pela economia (PIB)", resumiu o ministro. Para ele, o crescimento da economia é sustentável e deverá chegar a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Mantega frisou que o Brasil acompanha o ritmo de avanço de atividade dos mercados emergentes. Esses países continuarão a ser, nos próximos anos, o principal motor a puxar a economia mundial, crescendo mais que 4% em 2011, informou.
Mantega também descartou outra crítica: a de que haja superaquecimento da economia com um crescimento do PIB de 4,5%. "Os países avançados devem estar com inveja da trajetória do Brasil", disse. O ministro foi categórico, ainda, ao descartar a existência de uma suposta bolha de crédito no País. Ele informou que, de fato, o setor está em expansão, mas a um ritmo ao redor de 15% ao ano, inferior ao registrado em 2010.
Só para ser didático, vamos recapitular as mensagens do ministro: ao contrário do que dizem os críticos o Brasil vai continuar a crescer. Isso se dará sem que o crescimento das despesas com os gastos públicos seja maior que a expansão da arrecadação. Tudo sem perder controle do crescimento do crédito. E sem recessão, criando emprego e renda. A nossa economia se expandirá pelo menos 4%, dentro da média mundial dos emergentes, já que todos tomaram medidas contra a inflação, fruto em parte da situação internacional.
Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026
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