Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Mantega reduz previsão de crescimento do PIB para 2,3% neste ano

Segunda, 28 de Abril de 2014 às 09:50, por: CdB
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Ministro da Fazenda Guido Mantega fez uma projeção mais realista quanto ao crescimento do PIB deste ano
Ministro da Fazenda, Guido Mantega disse, nesta segunda-feira, que o crescimento da economia brasileira deverá ficar em 2,3% neste ano, o mesmo resultado visto em 2013. Pelo Orçamento deste ano, a previsão é de expansão de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Mantega, que participava de evento em São Paulo, repetiu ainda que a meta de inflação – de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos – será cumprida neste e nos próximos anos. A posição otimista do ministro, no entanto, não foi refletida no Índice de Confiança do Comércio (Icom), que caiu 3,1% na média do trimestre encerrado em abril frente ao mesmo período do ano anterior, ao passar para 119,4 pontos, segundo informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). No resultado anterior, referente ao período de três meses findos em março, houve queda de 2,1%. "O resultado geral da pesquisa sinaliza desaceleração do ritmo de atividade econômica do setor na virada entre o primeiro e o segundo trimestres de 2014", destacou a FGV, no relatório divulgado. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) mostrou queda de 7,0% no período de três meses até abril ante o mesmo período do ano anterior, para 91,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,4%, para 147,2 pontos. O setor de Varejo Restrito, por sua vez, teve baixa de 0,6% no trimestre concluído em abril na comparação com o mesmo período do ano passado. No Varejo Ampliado, que inclui também veículos, motos e peças e material para construção, a confiança recuou 2,8%, enquanto no Atacado houve queda de 3,3% no trimestre até abril. Momento presente Segundo os técnicos do Ibre, a diminuição da confiança do setor de comércio foi influenciada, principalmente, pelas avaliações do setor em relação ao momento presente. Apesar de “relativa melhora na margem”, o Índice da Situação Atual continua apresentando níveis médios inferiores aos do ano passado: a variação interanual trimestral passou de -8%, em março para -7%, em abril. Já o Índice de Expectativas interrompeu uma sequência de sete meses em elevação, ao fechar com variação interanual trimestral de - 0,4%. As avaliações do Ibre indicam que, entre março e abril, a piora relativa do Icom foi determinada pela avaliação “menos favorável” das empresas dos setores atacadista e automobilístico. No atacado - segmento que representa cerca de um terço do total do indicador, a variação interanual trimestral passou de - 0,5%, em março, para 3,3%, em abril. Nos segmentos tradicionais do varejo, a evolução da confiança entre março e abril pode ser considerada favorável: as taxas de variação do Icom do varejo restrito passaram de - 0,9% para - 0,6%. No varejo ampliado, que agrega os três segmentos anteriores, as taxas foram de - 2,7% para - 2,8%. O Ibre lembra que o Índice da Situação Atual retrata a percepção do setor em relação à demanda no momento presente. Na média do trimestre findo em abril, 15% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 23,5%, como fraca. No mesmo período de 2013, estes percentuais haviam sido de 16,9% e 18,5%, respectivamente. Entre março e abril, considerando-se a comparação interanual trimestral, o indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguinte foi o que mais contribuiu para a piora do Índice de Expectativas (IE-COM), ao passar de uma variação de 0,1% para - 2,4%. Já a taxa de variação do indicador que mede o otimismo em relação às vendas nos três meses seguintes passou de 4,2% para 1,6%, no mesmo período.
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