Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Mantega prevê crescimento acima de 2% no terceiro trimestre deste ano

Sexta, 11 de Setembro de 2009 às 09:35, por: CdB

Ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou, nesta sexta-feira, que a economia brasileira vai crescer em ritmo mais forte no terceiro trimestre, entre 2% e 3%, e lembrou que os cortes passados do juro básico ainda vão estimular a atividade. Segundo ele, a expansão de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre frente ao início do ano, divulgada nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra a força do mercado interno.

– O Brasil é o país com uma das recuperações mais rápidas do mundo. As medidas de incentivo ao consumo deverão terminar até o final do ano porque a economia já está deslanchando com suas próprias pernas, mas é claro que continuaremos com juros baixos e estimulando os investimentos – disse a jornalistas em São Paulo.

O ministro reafirmou o prognóstico de que o país vai se expandir 1% neste ano, número mais otimista que o do mercado. Apenas no segundo semestre, segundo Mantega, a economia terá crescimento de 3,5% frente ao mesmo período do ano passado.

– A demanda (interna) está se expandindo no segundo semestre e será mais forte no quarto trimestre... A expansão do crédito é mais lenta que no ano passado, mas há reconstrução em níveis satisfatórios. No Brasil, não houve queda do consumo em nenhum momento – argumentou.

Ele disse, ainda, que os investimentos, que ficaram estáveis no segundo trimestre frente ao primeiro e tiveram queda recorde sobre 2008, vão se recuperar apenas no quarto trimestre.

– A taxa de investimento é a última que se recupera depois de uma crise, porque a economia primeiro precisa recuperar a capacidade ociosa que foi consequência da crise para depois investir na expansão e acompanhar o ritmo de crescimento da economia – afirmou.

Mantega também destacou que as políticas fiscal e monetária ajudaram e que o governo brasileiro gastou menos que a maioria dos países para enfrentar a crise global.

– Em incentivos do governo, em desonerações, estamos gastando entre 1 e 1,5% do PIB em 2009, enquanto a China pretende gastar 13% do PIB e nos Estados Unidos os gastos do governo com incentivos têm ficado em torno de 6 e 7% do PIB, mas sem apresentar os resultados positivos como no Brasil – concluiu.

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