O ministro da Fazenda Guido Mantega disse nesta sexta-feira que, caso a oposição não votar a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) estará dando um tiro no pé.
— Se um dia a oposição se tornar governo, vai precisar desse tributo, e estaria dando um tiro no pé (se não aprovasse a prorrogação) — disse o ministro, respondendo a questionamentos sobre o efeito da derrubada no Senado da medida provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo.
A MP que criava a secretaria foi rejeitada com votos da oposição e de uma ala do PMDB insatisfeita com o Planalto. O PMDB faz parte da base do governo. O ministro disse acreditar que a oposição será "sensível" e argumentou que a CPMF não é de interesse do governo, mas do país porque os recursos são destinados a programas sociais.
A CPMF já passou pela votação em primeiro turno no plenário da Câmara e só deverá ser votada em segundo turno daqui a 11 dias. Depois, seguirá para o Senado. Mantega deu as declarações no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde se encontrou com empresários da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da Associação Nacional dos Transportes de Cargas & Logística (NTC).
Ele acompanhava o presidente Lula, que foi presentado com placa comemorativa dos 50 milhões de veículos produzidos entre 1957 e 2007 pela indústria brasileira.
Mantega pressiona oposição a prorrogar CPMF
Sexta, 28 de Setembro de 2007 às 11:26, por: CdB