O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira que a redução do superávit primário (economia do setor público para pagar os juros da dívida) não está em discussão pelo governo para compensar os R$ 40 bilhões perdidos com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Segundo Mantega, o corte de R$ 20 bilhões no Orçamento-Geral da União deste ano é essencial para conciliar o equilíbrio fiscal com a manutenção dos investimentos previstos.
— Neste momento, no nosso ponto de vista, o corte é suficiente para manter as contas fiscais equilibradas e, ao mesmo tempo, cumprir os investimentos e os programas sociais —, disse.
Atualmente, a meta de superávit primário para o setor público consolidado (que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social, Banco Central, estados, municípios e estatais) é de 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB).
O ministro descartou ainda a possibilidade de criação de um tributo nos moldes da CPMF para financiar a saúde.
— O governo não está pensando em uma nova CPMF. A contribuição é uma página virada. Se o Congresso tiver alguma proposta, o governo aceita discutir —, disse.
Mantega nega que redução do superávit primário esteja em discussão
Quinta, 17 de Janeiro de 2008 às 14:39, por: CdB