Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Mantega é convidado pela Câmara a explicar compra de Pasadena

Sexta, 09 de Maio de 2014 às 04:41, por: CdB
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Ministro da Fazenda, Guido Mantega foi convidado a falar sobre a compra de refinaria no Texas, EUA
A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle convidou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para falar sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA), que teria ocasionado perdas contábeis superiores a 500 milhões de dólares à Petrobras. A audiência está marcada para a próxima quarta-feira, às 9h30, no plenário 9. O deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que propôs a visita do ministro, lembra que a direção executiva da Petrobras omitiu de seu Conselho de Administração, à época presidido por Dilma Rousseff, duas cláusulas do contrato com a empresa belga Astra Oil. Essas cláusulas garantiam rentabilidade de 6,9% ao ano aos belgas, independentemente do resultado da refinaria (cláusula Marlim) e a obrigação de a Petrobras comprar os outros 50% da refinaria em caso de desentendimento entre os Sócios (cláusula Put Option). Ainda segundo reportagem de uma revista semanal de ultradireita, citada pelo parlamentar, Luís Inácio Lucena Adams, então procurador-geral da Fazenda Nacional e atual advogado-geral da União, avisou à secretária-geral da Casa Civil, Erenice Guerra, a inclusão na ata de reunião do Conselho de Administração da Petrobras de duas ressalvas sobre a compra de Pasadena. – A primeira advertia que a cláusula Marlim não havia sido objeto de aprovação pelo Conselho de Administração e, a segunda, informava que a diretoria executiva da empresa havia aberto um procedimento para investigar a falha – explica Mendonça Filho. No mês passado, a presidenta da Petrobras disse que Pasadena era negócio potencialmente bom, mas que teve baixo retorno. Para o parlamentar, esses fatos reforçam a informação de que o Conselho de Administração da Petrobras aprovou uma operação milionária sem ter conhecimento de todos os dados necessários à aquisição. – Não obstante, o posterior conhecimento de tal fato não impediu que a referida operação fosse levada adiante, culminando com um prejuízo de R$ 1,18 bilhão imposto à estatal brasileira – disse. Para Mendonça Filho, a palestra de Guido Mantega será imprescindível para  esclarecer "todos os fatos subjacentes a essa nebulosa operação que, em última instância, causou grande prejuízo à Petrobras e a seus acionistas".
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