O governo deve propor a isenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) nas operações de crédito. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que deixou na tarde desta terça-feira o ministério da Fazenda para despachar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, esse foi o consenso a que chegaram os membros do
Conselho Político, em reunião realizada na segunda-feira à noite.
Mantega informou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto deve ficar pronta nesta terça e ser encaminhada quinta-feira ao Congresso Nacional.
Ao defender a proposta de isenção para os empréstimos, o ministro lembrou que a outra alternativa seria promover uma redução linear da CPMF para todas as operações financeiras, mas, como o governo não tem condições de baixar muito o percentual vigente, de 0,38%, os contribuintes não sentiriam o efeito de uma redução.
- Na minha opinião, é melhor fazer (uma redução) focalizada, porque, se fosse para reduzir, reduziria pouquinho, e as pessoas não iam nem perceber. Mas, se você tira a CPMF de um setor especifico, você está reduzindo o custo dos empréstimos e beneficia toda a sociedade, porque, atualmente, todo mundo pede empréstimo -, argumentou o ministro.
Segunda-feira à noite, antes da reunião, Mantega já havia dito que não há possibilidade de reduzir a alíquota da CPMF para todas as movimentações financeiras de imediato. A idéia é prorrogá-la por mais quatro anos.
O ministro informou que a proposta ainda está sendo "lapidada". Os técnicos fazem as contas para saber se é mesmo possível eliminar o imposto na sua integralidade, no caso dos empréstimos, ou apenas reduzi-lo. Mantega afirmou que não há a menor chance de eliminar o imposto em outras operações que não os empréstimos.
O prazo de vigência da CPMF, por lei, termina em dezembro, e o governo tem que decidir se vai propor sua manutenção ou prorrogação.
Mantega diz que governo deve propor isenção de CPMF só para empréstimos
Terça, 10 de Abril de 2007 às 14:56, por: CdB