Rio de Janeiro, 10 de Fevereiro de 2026

Mantega diz que Brasil não vai ser afetado por turbulência internacional

Quinta, 09 de Agosto de 2007 às 16:40, por: CdB

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou tranqüilizar nesta quinta-feira os investidores quanto às influências da crise financeira nos Estados Unidos, que se intensificou nesta quinta-feira, na economia  brasileira. Ele disse que a turbulência não afetará a estratégia de redução da taxa básica de juros (Selic), iniciada em setembro de 2005.

— O Comitê de Política Monetária [Copom] olha para a inflação interna. Vê se há algum problema de inflação subindo, ou não. Se estiver dentro da meta, a Selic pode continuar caindo —, afirmou Mantega.

Ele acrescentou, em seguida, que a inflação está "sob controle e não terá nenhuma repercussão dessa turbulência internacional".

Segundo Mantega, a previsão de inflação para este ano continua abaixo de 3,8%. Ele disse que, se de um lado há pressão na inflação por causa da alta de alguns alimentos, como o leite, de outro, há uma desaceleração nos preços administrados, como nas tarifas de energia.

— A nossa Selic está bem calibrada —, garantiu.

Mantega afirmou ainda que, caso haja reflexos da turbulência internacional na taxa de juros norte-americana, seria para baixo, o que não interferiria no Brasil.

— Se, num momento de crise, você elevar a taxa do FED [Banco Central norte-americano), você quebra o mercado. É um momento, pelo contrário, de distensionar o mercado. Então, se houver mudança, será para menor e não para maior —, disse.

O ministro voltou a dizer que a economia brasileira está sólida o suficiente para suportar  crises  internacionais.

— O Brasil está no time daqueles países muito sólidos, que estão habilitados para enfrentar um nervosismo maior ou menor —, afirmou.

As reservas internacionais, lembrou, beiram atualmente os US$ 160 bilhões.

—    O Brasil tem dinheiro de sobra, tem dólar sobrando —, garantiu.

De acordo com o ministro, Isso dá segurança aos investidores para permanecer com títulos brasileiros, porque não há risco de o país não honrar seus compromissos de pagar os rendimentos.

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