O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira ainda acreditar na aprovação do pacote de ajuda ao sistema financeiro pelo Congresso Americano. Frisou, no entanto, que o Brasil está preparado para qualquer situação.
- Estaremos acompanhando os acontecimentos, as conseqüências que essa situação possa ter em relação ao Brasil, mas posso dizer que a situação é bastante normal no Brasil. A economia está funcionando normalmente, o mercado doméstico está bem, as empresas estão sólidas, os bancos brasileiros estão sólidos - afirmou Mantega.
- Nosso superávit primário continua acima dos outros anos, portanto estamos numa situação fiscal bastante sólida, a inflação está sob controle, caminhando dentro do limite superior da meta, então estamos com uma situação favorável para enfrentarmos essa situação internacional maior - garantiu.
Hoje, mais cedo, a Câmara norte-americana rejeitou o pacote de ajuda aos bancos. Entretanto, líderes dos partidos Republicano e Democrata deverão, nas próximas horas, tentar persuadir congressistas a mudar seus votos e apoiar o pacote.
O ministro Guido Mantega afirmou que, hoje pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisou cada setor da economia brasileira com os ministros da Fazenda, Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, Agricultura e o presidente do Banco Central. A conclusão é de que a economia vai bem.
- O setor exportador está funcionando normalmente. Evidentemente falta um pouco de crédito em dólares, porém isto não está impedindo o setor exportador de funcionar - disse Mantega, frisando que o Banco Central está fazendo leilões para dar mais crédito em dólar ao setor.
Na avaliação do governo, também não faltam recursos para a agricultura.
- Poderá haver algum problema mais adiante, mas resolveremos - admitiu. Outra constatação do governo é a diminuição do crédito por parte dos bancos privados.
O ministro ponderou, ainda, que os efeitos da crise no setor financeiro norte-americano são menores nas economias em desenvolvimento.
- Os países avançados são o epicentro da crise, é onde a crise está acontecendo, é onde as instituições financeiras possuem problemas, problemas que foram se acumulando por irresponsabilidades de uns e de outros - afirmou.
- É preciso diferenciar estes países dos países emergentes, dinâmicos, cujas economias são mais sólidas, que têm um mercado interno mais robusto, que têm as contas mais equilibradas e que estão crescendo mais - completou.
O ministro assegurou que o governo “estará a postos” para responder aos problemas que surgirem.