Ministro da Fazenda, Guido Mantega encontra, neste fim de semana, seus colegas do G20, na capital norte-americana, justamente para questionar a crise gerada naquele país a partir dos papéis podres que financiaram parte significativa do desenvolvimento observado nas últimas décadas em nações do chamado Primeiro Mundo. Cresce entre esses países o sentimento de que as dificuldades geradas pelas operações desastradas de Wall Street não deve ser repartida com os países emergentes.
Mantega, que deveria embarcar na véspera para Washington, capital dos Estados Unidos, para participar da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), adiou a viagem. Mantega permaneceu na manhã desta quinta-feira em São Paulo e voltou à tarde para Brasília, convocado para encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Pela nova agenda, Mantega tem encontro nesta sexta-feira com o ministro da Fazenda da Colômbia, Oscar Ivan Zuluaga, e com os representantes do grupo do Brasil no FMI e no Banco Mundial.
No sábado, a reunião do ministro será com os membros do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) e, em seguida, da reunião extraordinária do G20, convocada por ele para discutir a crise financeira internacional. Mantega é o presidente do grupo. A reunião com Dominique Strauss-Khan diretor gerente do FMI, que estava marcada para esta quinta-feira, foi adiada para a manhã de sábado.
O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, também adiou a viagem para a noite desta quinta-feira. Na capital dos Estados Unidos, Meirelles participa da Reunião Anual do Fundo Monetário Internacional e de reuniões com investidores. A assessoria de imprensa do Banco Central não divulgou detalhes da agenda do presidente do Banco Central, apenas informou que Meirelles tem compromissos em Brasília e São Paulo hoje.