Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Mantega confirma que Brasil precisará 'pisar no freio'

Ministro da Fazenda, o economista Guido Mantega confirmou, nesta quinta-feira, em conversa com jornalistas, que a economia brasileira precisará pisar no freio se crescer acima dos 5,5% a 6% ao ano. (Leia Mais)

Quinta, 03 de Junho de 2010 às 11:09, por: CdB

Ministro da Fazenda, o economista Guido Mantega confirmou, nesta quinta-feira, em conversa com jornalistas, que a economia brasileira precisará pisar no freio se crescer acima dos 5,5% a 6% ao ano. O movimento de alta, segundo o ministro, poderia gerar inflação. Ele classificou como "boa notícia" o fato de que haverá desaceleração do país no segundo semestre.

– Não estamos preparados para um crescimento anual de 10% – havia declarado o ministro, em Xangai, na véspera, durante seminário sobre comércio, investimentos e negócios entre Brasil e China, assistido por 600 empresários, cerca de 400 dos quais chineses.

Mantega também afirma quehá sinais de diminuição do ritmo de expansão, como a queda de 0,7% na produção industrial de abril, depois de uma alta de 3,4% no mês anterior. Outros indícios de esfriamento são a menor ocupação da capacidade instalada pela indústria, o encolhimento da venda de carros e o arrefecimento da inflação.

Marca histórica

Ainda na conversa com os jornalistas, pela manhã, na China, Mantega comemorou o fato de as reservas internacionais do Brasil ultrapassaram a marca histórica dos US$ 250 bilhões, depois de não avançar durante todo o mês de maio. Chegaram, inclusive, a US$ 249,999 bilhões no último dia 10, mas depois caíram um pouco por causa das valorizações cambiais provocadas pela instabilidade da economia europeia.

O dado oficial foi publicado no endereço eletrônico do Banco Central, com o valor de US$ 250,349 bilhões, US$ 11,295 bilhões a mais que o saldo registrado no encerramento de 2009, em decorrência, principalmente, das compras que a autoridade monetária no mercado à vista. Na véspera, após conhecer os dados do mercado externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte alta, como reflexo das boas notícias dos Estados Unidos sobre o fortalecimento do mercado norte-americano de imóveis.

O Ibovespa, principal indicador da Bovespa, encerrou o pregão com alta de 1,78%, aos 62.942 pontos, após duas sessões seguidas em queda. Quando a Bovespa sobe, a cotação do dólar normalmente cai, e o movimento foi repetido, com a moeda norte-americana perdendo 0,65% ante o real, cotada a R$ 1,825 para compra e R$ 1,827 para venda.

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