Ministro da Fazenda, Guido Mantega voltou a admitir, nesta sexta-feira, em Córdoba, na Argentina, que as taxas de juros brasileiras tendem a manter a trajetória de queda nos próximos meses, caso sejam mantidas as condições atuais da economia, que estariam em "um contexto favorável". As declarações do ministro foram feitas nesta quinta-feira a jornalistas brasileiros, um dia depois que o Copom (Comitê de Política Monetária) cortou 0,5 pontos percentuais da taxa básica de juros (Selic). Com a decisão, os juros caíram para seu menor patamar desde a criação da taxa Selic, de 14,75% ao ano.
- As causas que mantinham os juros altos eram anormais, mas também estão sendo debeladas. A inflação também está adequadamente sob controle e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) ficará entre 4% e 4,5% este ano - afirmou.
Mantega participa da reunião de ministros da área econômica do Mercosul. A reunião semestral do bloco, que inclui a Venezuela como membro pleno, é realizada em Córdoba, a uma hora e dez minutos de vôo de Buenos Aires. Para o ministro brasileiro, o Mercosul precisa de "harmonia macroeconômica", como ocorreu com a União Européia. Assim, disse ele, o Mercosul estará caminhando para um acordo de Maastrich, que integrou as economias dos países europeus reunidos neste bloco.